Nos Estados Unidos, os índices futuros operam sem direção definida, enquanto os investidores aguardam novos dados sobre a conjuntura econômica do país.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados também operam sem direção única. Os investidores reagem a novos dados chineses que reforçam a leitura de que a economia do país está desacelerando. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) diminuiu sua alta anual de 0,3% em outubro para 0,2% em novembro, enquanto o Índice de Preços ao Produtor (PPI) aprofundou sua deflação anual 0,3% para 0,6% no mesmo intervalo. Estes números sugerem que a demanda interna do país continua se enfraquecendo mesmo depois das medidas de estímulos monetários adotadas desde setembro e que o crescimento das vendas externas tem sido impulsionado por cortes de preços dos produtores, o que prejudica sua rentabilidade. Com isso, deve haver piora das expectativas de investidores para o crescimento econômico chinês, o que reduzi as perspectivas para o crescimento da demanda de commodities pela segunda maior economia global e tende a prejudicar o desempenho de moedas de países exportadores de produtos primários, tal como o real.
Entre os mercados europeus, as bolsas operam majoritariamente em alta, com os investidores atentos à dinâmica geopolítica no Oriente Médio, com a deposição do presidente sírio Bashar al-Assad, pondo fim à dinastia Assad, que governava o país há várias décadas.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a semana com ganhos. O boletim Focus desta segunda mostrou uma piora nas projeções macroeconômicas brasileiras, com elevação das expectativas inflacionárias e valores mais altos para a taxa de câmbio do real. Adicionalmente, por conta desse cenário mais pessimista para inflação e câmbio, também se espera um ciclo de aperto monetário mais rígido para o país. A mediana das estimativas aponta para dois aumentos de 0,75 p.p. seguidos de outros dois de 0,50 p.p. pelo Comitê de Política Monetária (Copom), levando a Selic a 13,75% a.a. em seu ponto mais elevado. Essa perspectiva de juros mais altos por mais tempo no Brasil, por sua vez, amplia a expectativa para o diferencial de juros brasileiro, o que torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribui na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real. Para ter acesso a mais debates em torno deste assunto, acesse a Abertura de Câmbio.
A ampla oferta global impactou em um cenário com preços mais baixos para a soja nesta manhã. A situação deve ser mais bem acompanhada com a divulgação do Relatório Mensal de Oferta e Demanda ( WASDE, para a sigla em inglês) elaborado e divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), que está previsto para ser divulgado na próxima terça-feira, 10 de dezembro.
Após atingir as máximas dos últimos cinco meses, os preços futuros do milho recuam na manhã desta segunda-feira, 09 de novembro. Ao que parece, os investidores vêm aderindo a um movimento de pausa após as altas terem sido impulsionadas por compras técnicas e números otimistas referentes às exportações dos Estados Unidos.
Os futuros do trigo, por sua vez, operam com ganhos nesta segunda-feira, após a Rússia ter anunciado que aumentou as tarifas de exportação de trigo do país.
Na sexta-feira, 06 de dezembro, a Rússia – maior exportador de trigo – anunciou o aumento das suas tarifas de exportação de trigo em mais de 30%, com o intuito de restringir as exportações em um contexto de inflação elevada no país e a possibilidade de uma escassez do cereal no mercado interno, considerando as más colheitas de inverno no país.







