Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em baixa na manhã desta sexta-feira, 13 de dezembro, em dia de agenda esvaziada.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operam sem direção única nesta manhã, após o encerramento da Conferência Central de Trabalho Econômico da China ter se encerrado sem detalhes referentes a estímulos fiscais. Entre os mercados europeus a tendência também é mista, após decisão do Banco Central Europeu de reduzir a taxa de juros em 25 pontos-base.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia em alta colaborando para ampliar os ganhos curtos no acumulado semanal. No Brasil, o destaque econômico do dia é a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a outubro, que registrou avanço de 0,10% em relação ao mês anterior. O número saiu acima da mediana das estimativas, que projetava um recuo de 0,20% para o indicador. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o IBC-Br teve alta de 7,3%, enquanto no acumulado em 12 meses avança 3,4%. Conhecido como uma "prévia do PIB", o IBC-Br tem a função de antecipar mensalmente o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado apenas trimestralmente. Nesse âmbito, funciona como termômetro importante da atividade econômica no país e auxilia o Banco Central na condução de sua política monetária. O avanço acima do antecipado para o indicador deve reforçar a percepção de que a economia brasileira permanece resiliente, o que eleva as percepções de riscos inflacionários. Com isso, aumenta as apostas de um aperto monetário mais rígido para os próximos meses, o que pode favorecer a expectativa de rentabilidade de títulos domésticos e contribuir para a atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real. Adicionalmente, investidores acompanham notícias a respeito da tramitação do pacote de medidas de corte de gastos do governo junto ao Congresso, em meio a preocupações de que não haverá tempo hábil para sua aprovação antes do recesso parlamentar, após o final da próxima semana. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou hoje a jornalistas que é “perfeitamente possível” a aprovação do pacote fiscal na Câmara dos Deputados e no Senado Federal antes de 20 de dezembro, enquanto o Palácio do Planalto liberou o pagamento de cerca de R$ 1,8 bilhão em emendas parlamentares para ajudar na aprovação de temas estratégicos. Contudo, reportagens de imprensa afirmam que o governo desistiu de votar duas medidas do pacote nesta sexta na Câmara por temores de derrota no Plenário. Congressistas estão insatisfeitos com decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, ratificada unanimemente pelos demais ministros, que bloqueou em agosto a liberação de dinheiro para as emendas e as liberou no começo do mês com ressalvas. Os parlamentares atribuem as decisões do Judiciário a uma articulação do Executivo, o que dificultou a aprovação de projetos do governo em ambas as Casas. Para saber mais sobre os temas, acesse a Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja recuam, sofrendo com a pressão gerada pelo momento de fraqueza no mercado de óleos vegetais. As vendas semanais de soja, informadas ontem, 12 de dezembro, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), vieram abaixo das expectativas dos analistas. Os preços do grão ainda são pressionados pelas perspectivas de uma ampla safra sul-americana para o ciclo que se encerra em 2025, com o Brasil podendo atingir níveis recordes devido à melhora das condições climáticas nas áreas de cultivo.
Os preços futuros do milho apresentam recuos mais uma vez na manhã nesta sexta-feira, 13 de novembro. A causa para esta queda recente foi a valorização do dólar e alguns números decepcionantes para as vendas semanais de exportação dos Estados Unidos, divulgados ontem, 12 de dezembro, pelo USDA.
Com isso, os preços do milho agora se distanciam de uma máxima nos últimos cinco meses e meio, que ganharam força nesta semana.
O trigo também opera em baixa nesta sessão, de modo que os preços caem ainda mais em relação ao pico atingido duas semanas atrás.
Os preços futuros do trigo ainda são apoiados pelo indicativo de estoques reduzidos para os Estados Unidos, informados pelo USDA em seu relatório mensal de oferta e demanda. Além disso, rumores sugerem que a cota de exportação anunciada pela Rússia na semana passada pode ser reduzida e, caso as especulações se verifiquem, a oferta global pode ser comprometida, devido ao importante papel russo no abastecimento da demanda mundial por trigo.







