O dia é de queda generalizada entre as principais bolsas de valores pelo mundo. Nos Estados Unidos, os índices recuam após atingirem marcas recordes no pregão anterior. Nos EUA, investidores devem observar as divulgações de dados de atividade econômica para o mês de novembro no país, enquanto operam em compasso de espera pela decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de amanhã. Os dados de vendas no varejo e de produção industrial devem complementar uma série de dados econômicos recentes mais aquecidos nos EUA, com o primeiro avançando 0,6% e o segundo 0,3% no comparativo mês a mês. Se confirmados, esses resultados devem reforçar a perspectiva de uma economia mais resiliente nos EUA, diminuindo as apostas de uma maior rapidez no ciclo de cortes de juros do Fed. Desde que o Federal Reserve começou seu afrouxamento monetário, em setembro, os indicadores americanos vêm apontando, de maneira geral, para uma economia mais aquecida, para um risco inflacionário mais alto e para um risco de enfraquecimento do mercado de trabalho mais baixo que o imaginado. Mesmo assim, permanece o elevado consenso de que o FOMC deve reduzir a taxa básica de juros americana em 0,25 p.p., de um intervalo entre 4,50% e 4,75% a.a. para a faixa entre 4,25% e 4,50% a.a. Dessa forma, a depender da postura do Fed em seu comunicado e dos novos dados econômicos, é provável que seja reforçada uma percepção entre investidores de que o banco central americano deve reduzir menos e de forma mais gradual sua taxa de juros, o que pode impulsionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e beneficiar o desempenho do dólar.
Na região da Ásia e Pacífico, os índices futuros operam no campo negativo, com as atenções dos investidores todas voltadas para a decisão do Federal Reserve (Fed) de que rumo adotarão para a política monetária na reunião de amanhã, 17 de dezembro. Entre os mercados europeus, a tendência majoritária também é de quedas, com os investidores acompanhando as decisões de variados Bancos Centrais pelo mundo, sobre a condução da política monetária mundial.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em alta, recuperando-se de algumas perdas no dia anterior. A ata da última decisão de política monetária do Copom, divulgada mais cedo, trouxe uma abordagem mais assertiva para a trajetória dos juros do Banco Central. Segundo o documento, em comparação com a reunião anterior, o cenário ficou mais adverso, mas menos incerto. Tal contexto teria possibilitado a condução de uma política monetária mais firme e previsível, elevando unanimemente a taxa básica de juros (Selic) em 1,00 p.p. e sinalizando mais duas altas idênticas para as próximas duas reuniões (29 de janeiro e 19 de março). A postura do colegiado reflete sua percepção de um balanço de riscos para a inflação ainda assimétrico para o lado negativo, que vem se deteriorando rapidamente sobretudo após a forte alta dos juros futuros e da taxa de câmbio nas últimas semanas. Recentemente, a volatilidade dos ativos domésticos decorre em grande parte de uma percepção mais elevada de riscos fiscais por parte dos investidores, mencionado na ata da reunião como um importante fator de risco para a estabilização de preços. A deterioração do cenário fiscal, sobretudo diante das incertezas acerca do comprometimento do governo com a meta de déficit zero e da viabilidade da aprovação do pacote prometido de ajuste de gastos e da arrecadação, tem contribuído para o enfraquecimento dos ativos locais. Nesse contexto, o aumento do risco fiscal tem reduzido a eficácia da política monetária mais restritiva do Banco Central. Se, por um lado, a expectativa de juros elevados poderia estimular a entrada de capitais externos e favorecer a valorização do real, por outro, a percepção de desequilíbrio fiscal corrói a confiança no país, pressionando a moeda nacional. Para acompanhar o debate com mais detalhes, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja operam com algumas perdas nesta terça-feira, 17 de dezembro, à medida que os investidores vão dando mais atenção à decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a condução da política monetária do país, que está marcada para ocorrer amanhã, 18 de dezembro.
Os dados mais recentes sobre o esmagamento de soja dos Estados Unidos vieram abaixo do esperado pelos analistas do mercado. Por outro lado, as condições de safra têm se mostrado favoráveis aos cultivos no Brasil, indicando uma boa colheita para o país.
As cotações milho, por sua vez, mantêm um caráter estável até certo ponto. Movimento que se sustenta pelas expectativas de um aumento da oferta nos Estados Unidos.
O dólar fortalecido frente às demais moedas pelo globo contribui para que haja uma redução nos preços dos grãos, para mantê-los competitivos internacionalmente.
No mercado trigueiro, o destaque vai para a alta de sete semanas que o trigo atingiu na Bolsa de Paris na segunda-feira, 16 de dezembro, depois de uma robusta compra da Arábia Saudita de trigo europeu, verificando-se uma desaceleração das exportações russas.









