Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividade em Nova York iniciam a sexta-feira, 03 de janeiro, em alta, após algumas quedas no primeiro pregão do ano de 2025. Em um dia de agenda leve de indicadores econômicos, os investidores devem acompanhar a divulgação de dados sobre a economia americana, com destaque para o Índice Gerente de Compras (PMI) do setor industrial de dezembro, publicado pelo ISM. A mediana das estimativas aponta para uma leve desaceleração na atividade industrial, com o indicador recuando de 48,4 pontos em novembro para 48,2 em dezembro. Este dado assume relevância em um contexto de avaliação sobre a saúde econômica dos Estados Unidos, podendo reforçar a percepção de uma desaceleração gradual, o que sugeriria maior cautela por parte do Federal Reserve na condução de sua política monetária. Ontem, os primeiros dados econômicos americanos de 2025 surpreenderam os participantes do mercado ao registrarem um dinamismo maior que o esperado. O PMI industrial da S&P Global, cuja metodologia é semelhante a do ISM, atingiu 49,4 pontos, superando a mediana das estimativas, que era de 48,3. Já os pedidos semanais de auxílio-desemprego recuaram para 211 mil, abaixo da previsão de 222 mil e da média das últimas semanas. Esses resultados reforçam uma tendência observada desde setembro, em que os indicadores têm apontado, de maneira geral, para uma economia mais robusta, com maiores riscos inflacionários e um mercado de trabalho mais resiliente do que o inicialmente projetado. Além disso, a expectativa de mudanças na política econômica do governo de Donald Trump, que assumirá em 20 de janeiro, contribui para o aumento das percepções de riscos inflacionários. Nesse cenário, o Fed deve adotar uma postura mais conservadora na redução das taxas de juros, de modo a conter eventuais desequilíbrios. Essa perspectiva, por sua vez, tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e pode fortalecer o dólar globalmente.
Entre os mercados da Ásia e Pacífico, os mercados iniciam a sexta-feira sem direção única, em meio a muitas incertezas em relação a importantes economias globais, com destaque para a atividade chinesa. Na Europa, a tendência majoritária é de queda entre as bolsas, também por influência das incertezas que pairam sobre a atividade econômica da China e de economias da região.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera com baixas na manhã desta sexta-feira, 03 de dezembro. Na ausência de indicadores econômicos relevantes para o Brasil e em mais um dia de recesso em Brasília, a sessão no mercado de divisas deve ser orientada principalmente pelas movimentações no mercado internacional. Para mais informações sobre os assuntos que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
O clima nos países produtores de soja na América do Sul tem se mostrado favorável aos cultivos, levando os preços do grão a uma baixa na manhã desta sexta-feira, 03 de janeiro. No entanto, as perspectivas de seca para regiões da Argentina e no sul do Brasil devem aumentar os riscos sobre a oferta de soja no mercado mundial.
De forma semelhante, o milho opera com baixas no pregão noturno após uma alta devido às condições climáticas em regiões produtoras no sul da América do Sul.
Em decorrência do salto nas cotações do dólar em relação às demais moedas pelo mundo, os preços futuros do trigo acumulam perdas nesta manhã. A alta do dólar torna as exportações estadunidenses mais caras internacionalmente, forçando que os preços caiam para manter o cereal competitivo frente ao que é oferecido pelos demais players do mercado.







