Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividades em Nova York operam em alta na manhã desta terça-feira, 07 de janeiro. A posição dos investidores demonstra uma ampliação das compras, puxadas pelas ações do setor de tecnologia. No exterior, investidores devem reagir à divulgação de dados econômicos para os EUA. O JOLTS de novembro deve apontar para um movimento de desaceleração suave e gradual para o mercado de trabalho do país, com tendência de redução do número de vagas em aberto ao longo dos meses, porém sem um crescimento significativo do número de demissões. Adicionalmente, o PMI de serviços deve acelerar seu ritmo de crescimento, passando de 52,1 pontos em novembro para 53,5 pontos em dezembro, apontando para uma atividade econômica resiliente ao aumento de juros realizado pelo Federal Reserve (Fed). Ambas as leituras, se confirmadas, são condizentes com uma perspectiva de “pouso suave” da economia americana, isto é, de uma estabilização gradual de preços sem uma desaceleração aguda da produção e do emprego. Isto, por sua vez, deve reforçar a interpretação de que o Fed não possui muito espaço para cortar juros em 2025, o que tende a fortalecer o dólar globalmente frente a outras moedas.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados também acumulam ganhos, por influência das companhias de tecnologia, em especial aquelas relacionadas à produção de chips, em decorrência de uma demanda que surge a partir de novos produtos que vêm sendo desenvolvidos. Na Europa, as bolsas avançam após a repercussão positiva de novos dados de inflação. Apesar da inflação ter subido, o resultado estava dentro do esperado, o que não deve afetar a trajetória das taxas de juros para o bloco econômico.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia com baixas, mas logo virou para alta. No país, os investidores monitoram novidades para o cenário fiscal brasileiro, com a divulgação de dados para arrecadação federal de novembro e entrevista ao vivo do ministro da Fazenda a jornalistas. Ontem, Haddad descartou a possibilidade de mudanças no regime cambial brasileiro ou de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a desvalorização do real. Nas últimas semanas, o pessimismo de investidores com a trajetória das contas públicas e receios de que o governo federal enfrentará dificuldades para aprovar suas medidas econômicas no Congresso continuou a prejudicar o desempenho de ativos brasileiros, como a taxa de câmbio do real e a taxa dos contratos futuros de juros (DI). Para se aprofundar nos temas que movimentarão os mercados internacionais desta terça-feira, acesse a Abertura de Câmbio.
Após realização de lucros por parte dos investidores, o mercado da soja opera com perdas na manhã desta terça-feira, 07 de janeiro. As cotações da oleaginosa em Chicago recuam nesta sessão, com os investidores aproveitando o momento após as fortes altas observadas anteriormente. No entanto, o dólar valorizado e as preocupações relacionadas à seca que atinge as áreas de cultivo na Argentina permanecem como fatores que limitam as perdas neste momento.
No mercado do milho, tem-se observado basicamente o mesmo movimento visto com a soja. Após momentos de alta nas sessões anteriores, os investidores optam por realizarem seus lucros nesta manhã, justificando os recuos observados para o grão em Chicago na presente sessão.
O clima quente e seco na Argentina tem sido o principal fator de sustentação dos preços nos últimos dias, devido aos temores de que as condições adversas possam causar danos aos cultivos que estão em andamento.
O trigo também registra algumas quedas, mas por outros motivos. O relatório de vendas de exportação dos Estados Unidos acabou decepcionando os investidores, por informar o menor volume de exportações líquidas para este ciclo até então, verificando-se uma queda de 77% no volume exportado, em relação à semana anterior, e de 68% em relação à média das últimas quatro semanas, conforme abordou a última edição do Relatório Semanal de Trigo.









