Em Wall Street, os principais mercados em atividade apresentam baixas na manhã desta quarta-feira, 08 de janeiro. Nas últimas semanas, o maior fortalecimento global da moeda americana decorre da percepção de que o Federal Reserve (Fed) não deve ter espaço para novos cortes de juros nos Estados Unidos em função do contexto de maior aquecimento econômico. Nesse sentido, na sessão de hoje, os investidores aguardam a divulgação da pesquisa de empregos privados (ADP) de dezembro, que deverá apontar, mais uma vez, para a resiliência do mercado de trabalho no país. A estimativa mediana indica a criação de 139 mil vagas no mês, ante as 146 mil registradas em novembro. Por ser um dos primeiros indicadores referentes a dezembro, o ADP adquire especial relevância como termômetro da atividade econômica antes da divulgação de outros dados, em especial o “payroll”, na próxima sexta-feira. Ontem, as divulgações do JOLTs de novembro e do PMI de serviços de dezembro também sinalizaram um ritmo mais aquecido da economia, o que, em teoria, eleva os riscos inflacionários e corrobora para a avaliação de que não há necessidade imediata de novos cortes de juros pelo Fed.
Nos mercados asiáticos a tendência é semelhante à que se verifica nos Estados Unidos, com as incertezas econômicas da região agravando ainda mais a pressão sobre as bolsas. Na Europa, as bolsas também recuam, à espera de novos dados econômicos para a região, que devem indicar o cenário para a confiança e o sentimento do consumidor europeu.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia em baixas contundentes, recuando dos ganhos adquiridos no último dia. Para acompanhar os destaques do dia para os mercados internacionais, acesse a Abertura de Câmbio.
O acompanhamento das condições climáticas nos países produtores de soja da América do Sul trouxe perspectivas positivas para as chuvas na região, principalmente na Argentina, aliviando as preocupações relacionadas aos impactos do clima quente e seco sobre os cultivos nesta fase de desenvolvimento.
A adaptação das expectativas dos investidores permitiu com que se aliviassem as altas que vinham sendo registradas ao longo dos últimos dias, após o clima ameaçar a produtividade da soja no país.
No mercado do milho, as atividades nesta segunda-feira, 08 de janeiro, apontam para uma tendência baixista, depois que as previsões de chuva na Argentina aliviaram as preocupações com a produtividade do milho no país, que é um dos principais produtores e fornecedores do grão no mercado mundial.
Uma demanda fraca pelo milho, verificada por meio de dados recentes sobre a exportação dos Estados Unidos e Brasil, contribuiu para os preços em queda nesta sessão.
O trigo opera na direção contrária da soja e do milho. As cotações do cereal avançam em Chicago, enquanto se verifica um grau de trigo mais baixo no estado do Kansas, o maior produtor dos Estados Unidos.
O fato é que a competitividade elevada no mercado do trigo tem gerado uma grande pressão neste mercado.









