Nos Estados Unidos, os principais índices em atividade em Wall Street nesta sexta-feira, 24 de janeiro, operam com perdas sob influência de novas falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em defesa de uma redução nas taxas de juros em preços do petróleo no país. A taxa de câmbio do real iniciou as negociações desta sexta-feira em baixa, sendo negociada a R$ 5,90 (10h15min), acompanhando o movimento de enfraquecimento global do dólar nesta manhã. A movimentação reflete a repercussão de declarações do presidente americano, Donald Trump, em entrevista na noite de ontem, em que afirmou que espera não precisar impor novas sanções contra a China, sinalizando a possibilidade de um acordo comercial entre os dois países. Tal posicionamento contribuiu para reduzir a forte percepção de risco que vinha se acentuando ao longo do último ano, diante de ameaças constantes de uma disputa comercial mais intensa entre as duas maiores economias do mundo. Apesar da postura aparentemente mais moderada de Trump desde sua posse, o presidente continua a ameaçar nações com as quais mantém relações comerciais, fator que mantém a cautela entre os investidores. Por ora, contudo, a incerteza em torno da efetiva adoção de novas tarifas tem favorecido a desvalorização global do dólar nas sessões mais recentes.
Entre os mercados asiáticos, as bolsas encerraram sua sessão sem direção única, à medida que os investidores acompanhavam os ganhos obtidos em Wall Street na sessão anterior. No Japão, observou-se um movimento de fortalecimento do iene, após o Banco Central do Japão elevar as taxas de juros do país pela primeira vez desde julho/24. Na Europa, os mercados avançam enquanto os investidores repercutem os comentários do presidente dos EUA.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia no campo positivo, mas logo passou a recuar. O IPCA-15 reduziu seu ritmo de alta em janeiro, quando aumentou 0,11% ante 0,34% em dezembro. Essa alta, porém, superou a mediana das projeções e mostrou evolução pior para as medidas subjacentes, como o núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia e passou de 0,45% em dezembro para 0,67% em janeiro, e os preços de serviços, que passaram de 0,80% em dezembro para 0,81% em janeiro. A composição ruim da leitura inflacionária piora as expectativas para a inflação ao longo de 2025 e reforça a perspectiva de altas firmes para a taxa básica de juros (Selic), o que, por sua vez, melhora a rentabilidade dos títulos brasileiros e pode ajudar na atração de capitais externos, fortalecendo o real. Por fim, investidores monitoram reunião do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com diversos ministérios para estudar ações que possam combater a inflação de alimentos no Brasil. Embora existam poucos detalhes sobre quais medidas poderão ser tomadas, os agentes temem por alternativas que possam prejudicar as contas públicas, como a concessão de subsídios, o que, se vierem a ser propostas, podem elevar a percepção de riscos fiscais de ativos brasileiros e provocar um enfraquecimento do real. Para acompanhar os temas que devem movimentar os mercados nesta sexta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja recuam na manhã desta sexta-feira, 24 de janeiro, em decorrência do anúncio de que a Argentina cortaria impostos nas suas exportações de grãos do país, conforme informado na quinta-feira, 23 de janeiro.
Antes disso, parecia que os futuros da soja continuariam em sua sequência de ganhos, indicando um fechamento semanal positivo.
Com o milho, observa-se uma dinâmica semelhante à observada no mercado da soja. O anúncio de cortes nas taxas de exportação de grãos argentinos, como medida para tornar os produtos do país mais competitivos no mercado internacional, fez com que os demais países ajustassem também seus preços para manterem a competitividade, gerando um recuo geral nos preços dos grãos em Chicago.
O trigo, apesar do movimento baixista causado pelas novas políticas argentinas, deve acumular ganhos semanais, encaminhando-se para a terceira semana consecutiva de ganhos.
No caso do trigo, os impostos cairão de 12% para 9,5%, como um meio de incentivo aos agricultores, que enfrentam uma seca severa e preços relativamente baixos para as safras que serão colhidas.







