Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividades em Wall Street operam no vermelho na manhã desta quarta-feira. os investidores devem ficar atentos a novos dados da atividade econômica nos Estados Unidos, em especial aos Índices de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços e ao relatório de emprego do setor privado, ambos referentes a janeiro. Entre os PMIs, destaca-se o indicador divulgado pelo ISM, cuja mediana das projeções aponta para uma leve aceleração, de 54,1 pontos em dezembro para 54,2 em janeiro. Já em relação aos dados de emprego da ADP, a expectativa é de aumento na geração de vagas no setor privado, com estimativa mediana de 148 mil novos postos, acima dos 122 mil registrados em dezembro. Cabe ressaltar que o relatório da ADP é o segundo de três indicadores relevantes sobre o mercado de trabalho a serem divulgados nesta semana. O primeiro foi a pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS), referente a dezembro, publicada ontem (04). Na sexta-feira (07), e mais importante, sairá o Relatório de Situação de Emprego de janeiro, conhecido como “payroll”. Ontem, dados mais brandos para o levantamento do JOLTS levantaram dúvidas sobre se os demais dados confirmarão a percepção de desaceleração moderada do mercado de trabalho. Os dados divulgados hoje são relevantes porque influenciam as expectativas dos investidores em relação às próximas decisões de política monetária do Federal Reserve. Considerando que tanto o setor de serviços quanto o mercado de trabalho já foram citados pelo Fed como fontes potenciais de pressão inflacionária no país, o desempenho desses indicadores pode afetar a percepção de risco em relação aos juros nos Estados Unidos. Isso é particularmente válido se os dados confirmarem a desaceleração moderada do mercado de trabalho já sugerida pelo JOLTS, cenário que tenderia a reforçar o movimento recente de enfraquecimento do dólar.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas encerraram o dia por lá sem direção única, no dia que marca o retorno do extenso feriado em grandes mercados, como a China. Os mercados locais operavam sob uma certa pressão, em meio às disputas comerciais com os Estados Unidos, que tomaram forma nos últimos dias. Entre os mercados europeus, também não há uniformidade nas direções em que as bolsas operam nesta quarta-feira, 05 de fevereiro. As empresas do setor de saúde acumulam ganhos, após a divulgação do balanço trimestral da empresa Novo Nordisk, que obteve lucros acima do esperado.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia, de forma preliminar, com algumas perdas. Na sessão de ontem, a cotação da moeda brasileira registrou o 12º recuo consecutivo em relação ao dólar, a maior sequência de valorização do real desde a sua criação, em julho de 1994. O principal impulso para os ganhos recentes do real vem do cenário externo, a partir de uma leitura generalizada de que os EUA têm sido menos agressivos que o esperado na imposição de barreiras comerciais sobre outras economias. Desde que Donald Trump assumiu a presidência americana, o país anunciou a imposição de tarifas sobre Colômbia, Canadá, México e China, porém apenas as medidas contra produtos chineses entraram em vigor. A percepção de uma postura mais maleável de Trump quanto às tarifas tem diminuído parcialmente os receios de uma “guerra comercial” dos EUA contra seus parceiros comerciais e prejudicado o desempenho do dólar frente a maior parte das moedas. Na sessão de hoje, portanto, novas declarações do presidente americano podem contribuir com a volatilidade dos mercados internacionais, podendo repercutir inclusive na cotação do real. Por ora, a falta de imposições de tarifas ao Brasil tem contribuído para a menor percepção de risco sobre a moeda brasileira. Para se aprofundar nas temáticas que movimentam os mercados internacionais neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja recuam na manhã desta quarta-feira, 05 de fevereiro, em meio ao avanço em ritmo moderado, abaixo da taxa de conclusão para o mesmo período do ano anterior. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Brasil, a colheita da soja no país atingiu 8% na semana encerrada até o último domingo, 02 de fevereiro.
No Mato Grosso, o principal estado produtor do país, as chuvas recorrentes têm afetado o ritmo da colheita, mas nada que levante grandes preocupações no momento até o momento.
No mercado do milho, os preços futuros se valorizam nesta manhã. Segundo dados da Conab, à medida que a colheita da soja avança no território brasileiro, o plantio da segunda safra do milho, conhecido amplamente por milho safrinha, também avança, mas em ritmo mais lento.
Em geral, pode-se dizer que as preocupações relacionadas a uma guerra comercial com o México, o maior importador de milho dos Estados Unidos, tenham se tranquilizado. Nos últimos dias, observou-se uma série de negociações que levaram ao adiamento da validade das tarifas de importação sobre os produtos mexicanos, anunciadas pelo governo de Donald Trump.
No mercado trigueiro, assim como no do milho, os contratos futuros adquirem alguma valorização. O principal fator que motivou os ganhos recentes para o trigo tem sido o clima extremamente seco que atinge as planícies do sul dos Estados Unidos, região em que o trigo de inverno se encontra em período de hibernação.
Por outro lado, circulam rumores de que o acumulado deste ciclo produtivo inclua uma redução na produção e exportação de trigo na Ucrânia, importante player global, segundo relatório do Departamento de Agricultura de Kiev. O número que mais impressiona se refere às exportações de trigo do país, que devem ser 19% menores que no ciclo anterior.







