Os mercados globais parecem operar com um forte otimismo na manhã desta quinta-feira, 06 de fevereiro, com altas generalizadas. Nos Estados Unidos, os índices com atividade em Wall Street acumulam ganhos enquanto a atenção dos investidores segue voltada para a divulgação de indicadores do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que buscam avaliar o desempenho econômico e, consequentemente, obter pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em sua política de juros. Ao longo da semana, dados mistos foram divulgados: na última terça-feira (04), a pesquisa de abertura de vagas e rotatividade (JOLTS), referente a dezembro, apresentou números mais moderados, enquanto, ontem (05), o relatório de emprego do setor privado (ADP) superou as expectativas do mercado. O destaque, porém, recai sobre o relatório oficial de situação de emprego de janeiro (“payroll”), cuja divulgação está prevista para amanhã (06). O “payroll” tende a impactar significativamente as expectativas dos investidores, sobretudo após as informações divergentes apontadas pelos relatórios JOLTS e ADP. Em paralelo, possíveis notícias sobre as tensões comerciais nos Estados Unidos permanecem no radar. Nesta semana, o dólar vem apresentando tendência de enfraquecimento global, após as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump terem se mostrado, na prática, mais moderadas. Assim, os agentes de mercado devem adotar maior cautela ao longo do dia, aguardando o payroll de amanhã, ao mesmo tempo em que avaliam riscos relacionados à resiliência da economia norte-americana e aos possíveis impactos das tensões comerciais.
Na região da Ásia e Pacífico, os índices futuros também avançam sob efeito do otimismo gerado pelo lançamento recente de nova ferramenta de IA pela Deep Seek. Entre os mercados europeus, os índices avançam para máximas históricas, à medida que o mercado reage positivamente à divulgação dos balanços trimestrais empresariais.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) também segue a tendência global, iniciando o dia no campo positivo. Internamente, investidores devem acompanhar falas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em busca de sinais sobre a trajetória da política monetária no país. Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou após o fechamento do mercado que acredita que os impactos sobre a inflação após o ciclo de altas da taxa básica de juros (Selic) pelo BC aparecerão “muito mais rápido do que se pensa”. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% a.a. para 13,25% a.a., em linha com as expectativas de analistas, e sinalizou outro aumento de 1,00 p.p. para a decisão de março. Mesmo assim, na ata divulgada na terça-feira (04), o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o seu cenário base mostra que a inflação ficará acima do teto da meta até junho. Nesse sentido, as falas das autoridades econômicas de hoje podem influenciar a expectativa dos agentes de mercado. Para acompanhar de perto todas as temáticas que devem movimentar os mercados globais neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja se elevaram no pregão noturno nesta quinta-feira, 06 de fevereiro. Os investidores aliviaram suas preocupações de que a China pudesse responder às tarifas de importação dos Estados Unidos com medidas retaliatórias para a compra das oleaginosas.
O que se observou foi a imposição de novas taxas sobre outros setores. O país asiático respondeu com uma taxa de 15% sobre as importações de carvão e gás natural liquefeito com origem dos Estados Unidos, e de 10% sobre as importações de petróleo bruto, máquinas agrícolas, caminhonetes e alguns carros.
No mercado do milho, os agentes observam o andamento da safra no Brasil, tendo em vista sua importância no abastecimento global deste suprimento. O Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (IMEA) manteve a oferta de milho inalterada para o estado, responsável pela maior produção de gêneros agrícolas no país.
O instituto ainda informou que, devido ao atraso na colheita da soja em algumas regiões, verificou-se um atraso na semeadura do milho, podendo impactar os rendimentos da cultura ao final da temporada.
A StoneX publicou na manhã desta quarta-feira, 06 de fevereiro, sua última atualização para a Estimativa da safra 2024/25 de trigo no Brasil, com os dados já consolidados. Para conferir o relatório completo, clique aqui.
Os contratos futuros do trigo continuam em sua sequência de ganhos, à medida que os temores com relação à nova política tarifária de Donald Trump vão se tranquilizando.









