Os mercados de ativos internacionais operam sem direção clara no início desta sexta-feira, 07 de fevereiro. Na sessão de hoje, o foco dos investidores recai, mais uma vez, sobre indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, com destaque para a divulgação do Relatório de Situação de Emprego ("payroll") de janeiro. Ao longo da semana, o mercado já reagiu a dados como o JOLTS de dezembro e o relatório de emprego do setor privado (ADP) de janeiro, que exibiram sinais mistos sobre as condições do mercado de trabalho norte-americano. Nesse contexto, o payroll deve fornecer um termômetro mais preciso para a calibração das expectativas dos agentes nesse tópico. Após o mercado de trabalho surpreender em dezembro com uma criação líquida de empregos de 256 mil ante projeção mediana de 160 mil, analistas estimam uma desaceleração para o mês de janeiro, com saldo de 170 mil novas vagas. A taxa de desemprego, por sua vez, deve permanecer estável em 4,1%. Alguns indicadores de alta frequência sugerem que o mercado de trabalho permaneceu aquecido no primeiro mês do ano, mas fatores temporários, como os incêndios na Califórnia e uma onda de frio intenso no leste do país podem ter atenuado a criação de postos de trabalho. Caso as projeções sejam confirmadas, deve ser reforçada a percepção de funcionalidade do mercado de trabalho norte-americano, o que, em contrapartida, sugere um espaço mais limitado para novos cortes de juros por parte do Federal Reserve (Fed), favorecendo, assim, a maior força do dólar globalmente. Para acompanhar os debates em torno dos mercados internacionais, acesse a Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram sua sessão noturna sem uma direção única, mas com boa parte dos mercados operando no campo positivo. Os investidores avaliaram o corte na taxa de juros da Índia, além dos dados sobre o consumo das famílias japonesas. Entre os mercados europeus, o movimento dos mercados não é uniforme, mas a maior parte dos mercados opera com algumas perdas. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com ganhos.
Interrompendo uma sequência de ganhos em sessões anteriores, os preços futuros da soja operam no campo negativo na manhã desta sexta-feira, 07 de fevereiro. O relatório de vendas de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), publicado na última quinta-feira, 06 de fevereiro, informou números um pouco decepcionantes ao mercado, o que acabou fomentando o espírito baixista no pregão noturno desta sexta. Para verificar os dados completos indicados no relatório, acesse Exportações Semanais de Grãos – EUA.
Por outro lado, o clima favorável em regiões produtoras da América do Sul também pesou sobre os futuros da oleaginosa, considerando as boas perspectivas de produção.
No mercado do milho, os preços futuros recuam, mas permanecem próximos das máximas de vários meses, sendo sustentados pelas condições climáticas mais secas na Argentina, bem como pelo alívio causado pelo adiamento da imposição de tarifas de importação nos Estados Unidos, que trouxeram instabilidades no comércio global nos últimos dias. O que acabou se verificando foi um reflexo no número dos embarques de safras, informados no relatório de exportações semanais de grãos do USDA.
Os preços futuros do trigo atingiram seu maior valor desde outubro, na manhã desta sexta-feira em Chicago, 07 de fevereiro, mas agora recuam de suas máximas. O mercado repercute temores que o frio intenso poderia prejudicar as safras na região do Mar Negro, o que levou a uma onda de cobertura de posições vendidas por parte de especuladores que, anteriormente, apostavam em preços mais baixos para o cereal.







