Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividades em Nova York iniciam a quarta-feira, 12 de fevereiro, sem direção única. Na sessão de hoje, o foco dos investidores deve recair sobre a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos de janeiro. A mediana das projeções para o CPI aponta para uma nova alta moderada, com um aumento mensal de 0,3% tanto no indicador cheio quanto em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Embora esta projeção para o núcleo represente uma leve alta frente aos 0,2% registrados em dezembro, ela seria mais moderada que a leitura de 0,4% registrado em janeiro de 2024, mês em que a inflação costuma ser impulsionada por fatores sazonais. Se confirmada, a projeção deve contribuir para a interpretação de “pouso suave” da economia norte-americana, alinhando-se ao depoimento dado ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ao Senado dos Estados Unidos. Em sua fala, Powell salientou a resiliência da atividade econômica americana e indicou não haver urgência em promover novos cortes na taxa de juros. Ainda hoje, os investidores acompanharão novo depoimento de Powell, desta vez diante da Câmara dos Representantes dos EUA. A perspectiva de manutenção dos juros em patamares por um período prolongado nos Estados Unidos tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, contribuindo, por conseguinte, para sustentar o valor global do dólar.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operavam em sua grande maioria altistas durante seu pregão noturno. Entre os mercados europeus, as bolsas também operam no campo positivo nesta manhã.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) acumula quedas nesta manhã. Para hoje, os investidores devem acompanhar as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta manhã, bem como as do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após o fechamento do mercado. Além disso, devem repercutir a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que revelou uma queda de 0,5% no volume de serviços em dezembro de 2024. Esse resultado configura a segunda retração consecutiva, acumulando queda de 1,9% entre novembro e dezembro, embora, no consolidado de 2024, o setor tenha avançado 3,1%. Os participantes do mercado devem utilizar esses dados, somados às manifestações das autoridades, para ajustar suas expectativas acerca da trajetória de juros do Banco Central, especialmente após o comunicado da última decisão de política monetária, em que se destacaram “sinais incipientes” de desaceleração da economia brasileira. Nesse sentido, a divulgação e as falas das autoridades podem contribuir com a perspectiva de um ciclo de altas mais moderado pelo Banco Central, o que, por sua vez, pode contribuir para um enfraquecimento do real. Caso queira acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundiais no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Os contratos futuros da soja avançam à medida que os investidores assimilam as informações contidas na última edição do relatório de oferta e demanda (WASDE) publicado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês).
Para este segmento, o relatório indicou uma estabilidade nas projeções de oferta e consumo nos Estados Unidos, referente à safra 2024/25. As perspectivas mundiais incluem uma redução na produção e um aumento no consumo, o que reflete diretamente em entoques finais mais baixos para a oleaginosa.
No mercado do milho, as influências sobre os preços futuros nesta manhã são semelhantes às que afetam os demais mercados: a divulgação do relatório mensal WASDE, na última terça-feira, 11 de fevereiro.
O documento indica uma estabilidade nas estimativas do milho, em relação ao último mês, nos Estados Unidos. Mundialmente, as estimativas indicam uma produção menor, puxada pelos números do Brasil e Argentina, o que deve influenciar em exportações menores para o Brasil, devendo se refletir em estoques finais menores pelo mundo.
Na manhã desta quarta-feira, 12 de fevereiro, os preços futuros do trigo refletem a reação dos investidores ao que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou em seu relatório mensal de oferta e demanda (WASDE).
Para o mercado do trigo, o relatório indicou um uso interno um pouco maior para os Estados Unidos, o que deve refletir em estoques mais baixos para o país. No cenário global, indica um pequeno aumento na oferta e consumo, mas com um ritmo de comércio mais lento, além de estoques finais também reduzidos.









