Em Wall Street, os principais índices operam sem direção única na manhã desta quinta-feira, 13 de fevereiro. No cenário externo, a principal divulgação do dia deve ser o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, referente a janeiro. As projeções apontam para uma alta de 0,3% tanto no índice cheio quanto em seu núcleo, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia. Esse indicador tende a complementar a análise sobre a inflação no país, especialmente depois do resultado mais aquecido do índice de preços ao consumidor (CPI) divulgado ontem. Ambos os indicadores servem de referência para a construção de expectativas em torno do índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), métrica utilizada pelo Federal Reserve em suas decisões de política monetária. Caso o PPI sugira resiliência inflacionária, em linha com o CPI, pode corroborar com a expectativa de que a política de juros nos EUA deve permanecer em patamares elevados por mais tempo, o que, por consequência, tende a impulsionar os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e dar suporte ao dólar globalmente.
Na Ásia, as bolsas também operavam mistas em seu pregão noturno. Entre os mercados europeus a maior parte das bolsas acumulavam ganhos por volta das 10h30 desta manhã.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) acumula algumas perdas nesta manhã, após ter atingido altos patamares em sessões anteriores. Internamente, o foco recai sobre a divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de dezembro, que registrou queda de 0,1% nas vendas do setor, repetindo o resultado de novembro. Apesar desses dois meses de virtual estabilidade, no acumulado de 2024 o indicador apresentou alta de 4,7%, o maior crescimento desde 2012. Ainda assim, a desaceleração nos últimos meses pode ser analisada em conjunto com outras estatísticas recentes de atividade econômica no país, que têm mostrado comportamento semelhante. A divulgação reforça, portanto, o comunicado da última decisão de política monetária, que ressaltou “sinais incipientes” de arrefecimento da economia. Ontem, em palestra, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou a necessidade de parcimônia na avaliação dessa desaceleração, lembrando a volatilidade de estatísticas de curto prazo, que "por vezes sinalizam tendências que não se confirmam". Ainda assim, o resultado mais fraco contribui para a perspectiva de um ciclo de altas de juros mais moderado pelo Banco Central, o que, por sua vez, tende a enfraquecer o real. Para acompanhar com mais detalhes as temáticas que movimentam os mercados internacionais neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja permanecem próximos da estabilidade nesta sessão. O mercado reflete acerca das perspectivas para a safra 2024/25 de soja no Brasil, ao repercutirem novo balanço divulgado na quarta-feira, 12 de fevereiro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segunda a instituição, a safra deve se estabelecer em torno de 166,01 milhões de toneladas, algo próximo do que já havia sido estimado no mês passado, dando indícios de que a colheita avança em linha com as expectativas do setor.
Os preços futuros do milho recuam na manhã desta quinta-feira, 13 de fevereiro, pressionados pelas perspectivas de uma maior produção de milho no Brasil. De acordo com a Conab, a safra 2024/25 de milho no Brasil deve alcançar 122,02 milhões de toneladas, um aumento em relação à estimativa de 119,55 milhões de toneladas, divulgada no mês anterior.
Os contratos futuros do trigo, por sua vez, se valorizam na presente sessão, puxados por sinais de demanda por produtos agrícolas dos Estados Unidos. Além disso, o governo dos Estados Unidos anunciou inesperadamente uma redução para os estoques finais internos de trigo, o que motivou novas altas para o cereal em Chicago.
Países como Coreia do Sul, Japão e Argélia anunciaram licitações de importação de trigo nos últimos dias, demonstrando algum reaquecimento no mercado.







