Nos Estados Unidos, os principais índices com operação em Nova York iniciam a manhã da quarta-feira, 26 de fevereiro, com ganhos. Nesse cenário, investidores se mantém em compasso de espera em meio a receios de uma desaceleração da economia americana após o índice de confiança do consumidor americano medido pelo instituto Conference Board cair mais que o esperado, na maior redução mensal desde agosto de 2021. O instituto notou que “comentários sobre o atual governo e suas políticas econômicas dominaram as respostas”, em particular preocupações sobre os efeitos de tarifas de importação sobre a inflação e o crescimento econômico dos EUA e sobre os efeitos de demissões em massa no setor público. Contribui para o pessimismo de investidores, também, a dificuldade enfrentada pelos Republicanos para aprovar a primeira etapa para um novo Orçamento público. A medida, que apenas autoriza a discussão e eventual votação de um projeto, foi aprovada por 217 votos a favor contra 215 contra depois de uma intervenção pessoal do presidente americano, Donald Trump, e traz receios de que Trump possa enfrentar dificuldades para avançar suas prioridades no Legislativo do país. Os temores de uma desaceleração da economia dos EUA podem levar a uma aversão global a riscos, prejudicando o desempenho de ativos arriscados, como moedas de economias emergentes.
Entre os mercados asiáticos, a maioria encerrou o dia no campo positivo, assim como na Europa, em que as bolsas acumulam bons novos ganhos em meio aos balanços patrimoniais de grandes empresas locais.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) avança, em dia com divulgação de importantes balanços e em meio a novos dados da dívida pública. Investidores monitoram o noticiário vindo de Brasília, em meio a um pessimismo de que o governo federal deve ampliar estímulos fiscais para tentar a reverter a queda de sua popularidade em pesquisas. Os temores de piora das contas públicas se elevou após o anúncio de expansão de alguns programas sociais, como a gratuidade de alguns produtos pelo programa Farmácia Popular e o início do pagamento de R$ 1 mil aos alunos participantes do programa Pé-de-Meia, bem como pela esperada liberação do acesso ao FGTS para quem foi demitido após ter optado por fazer o saque aniversário. O aumento da percepção de riscos fiscais de ativos brasileiros pode resultar em maior exigência de prêmios de risco, prejudicando o desempenho do real. Para acompanhar os temas que devem movimentar os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Preços futuros da soja recuavam no pregão noturno na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, para a sigla em inglês), mas logo se recuperaram. O mercado passou a operar com maior instabilidade depois de o presidente estadunidense, Donald Trump, ter afirmado que as tarifas impostas sobre os países vizinhos, México e Canadá, não perderiam sua validade.
O adiamento do início da cobrança das tarifas pode ter renovado as esperanças entre os investidores de que a medida poderia ser suspensa, no entanto, as novas falas do mandatário da Casa Branca trataram de desfazer tais expectativas, informando que as tarifas devem entrar em vigor na próxima semana.
No mercado do milho, assim como no da soja, o cenário começou o dia de forma não muito animadora, mas logo voltou a apresentar ganhos. Os contratos futuros apresentaram algumas perdas na manhã desta quarta-feira, 26 de fevereiro. Os agentes que operam no mercado de grãos temem as consequências das falas de Donald Trump na última terça-feira, 25 de fevereiro, de que as tarifas impostas sobre México e Canadá entrariam em vigor a partir da próxima semana.
No mercado do trigo, os investidores refletem acerca das tarifas comerciais impostas sobre México e Canadá, que podem desencadear novas medidas retaliatórias, como ocorreu com a China até o momento.
Por outro lado, os agentes acompanham o avanço da safra de trigo de inverno no hemisfério norte. O frio extremo parece ter dado uma aliviada em algumas regiões produtoras, amenizando um pouco os riscos de danos aos cultivos.








