Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações em Nova York apresentam ganhos na manhã desta sexta-feira, 07 de março. O principal evento da sessão deve ser a divulgação do Relatório de Situação de Emprego (“payroll”) de fevereiro nos Estados Unidos, que deve apontar para um avanço na geração de empregos, com a mediana das estimativas antecipando um saldo positivo de 170 mil novos postos de trabalho em fevereiro ante 143 mil em janeiro. A divulgação dessa sexta-feira adquire relevância destacada em função dos resultados aquém do esperado do Relatório de Emprego do Setor Privado (ADP) de fevereiro, divulgados esta semana, os quais suscitaram preocupações de que o mercado de trabalho americano possa estar perdendo fôlego em ritmo acima do desejado. Nesse sentido, se os números do "payroll" repetirem o desempenho fraco dos relatórios recentes, podem aumentar as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que tende a reduzir a atratividade dos títulos norte-americanos e, portanto, impulsionar um movimento de desvalorização global do dólar.
Entre os mercados asiáticos, a tendência predominante é de perdas, a mesma que se observa entre as bolsas europeias.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia com algumas perdas. No cenário nacional, investidores devem repercutir o plano de medidas de combate à inflação dos alimentos proposto pelo Governo Federal ontem (06). Entre as iniciativas, destacam-se a isenção do imposto de importação para determinados produtos (carne, café, açúcar, milho, óleo de cozinha e azeite) e a adoção de ações regulatórias voltadas a estimular a competitividade e reduzir custos. Adicionalmente, o governo planeja negociar com os estados a redução do ICMS sobre itens da cesta básica, ao mesmo tempo em que reforçará a parceria com redes de supermercados para ampliar a divulgação de descontos nas lojas. Ontem, a reação dos investidores às notícias preliminares sobre o tema evidenciou preocupações acerca de uma possível deterioração do cenário fiscal brasileiro. Nesse sentido, a depender da forma como as medidas forem interpretadas pelos agentes econômicos, o anúncio pode fortalecer o pessimismo em relação à trajetória das contas públicas. Em particular, pode prevalecer a percepção de que o governo federal, visando melhorar seus índices de popularidade e competitividade para as eleições de 2026, poderia ampliar gastos de maneira a comprometer o equilíbrio fiscal, resultando em maior percepção de riscos fiscais de ativos brasileiros e, assim, prejudicando o desempenho do real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio. Para acompanhar os temas que devem movimentar os mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os futuros recuaram um pouco ao longo da noite, mas já voltaram a se recuperar, com os investidores repercutindo o recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em taxar as importações com origem de seus vizinhos, México e Canadá, importantes parceiros comerciais. Propondo que as taxas passem a valer a partir do início de abril.
Além disso, os dados de exportação semanais dos EUA vieram um pouco menores que os da última semana, demonstrando uma relativa desaceleração na demanda pelo grão do país, podendo já ser uma resposta às medidas do governo estadunidense.
No mercado do milho, os preços do cereal não se alteraram muito ao longo das negociações noturnas, com os investidores parecendo não sabem ao certo os próximos passos de Donald Trump em relação às tarifas de importação que vem impondo sobre importantes parceiros comerciais do país. Em resposta, todos os países afetados anunciaram rapidamente medidas retaliatórias.
Por outro aspecto, as vendas semanais de milho apresentaram um aumento na última semana, em relação à anterior. O crescimento foi de 15%, mas o número ainda se encontra 32% abaixo da média das quatro semanas anteriores.
Os preços futuros do trigo caíram por mais uma sessão, ao longo das negociações noturnas. O principal motivador por traz das quedas é o clima favorável que atinge as principais regiões produtoras do cereal no mundo.
Além disso, os investidores seguem atentos às atualizações da guerra comercial entre os Estados Unidos e os seus principais parceiros comerciais: China, México e Canadá, com o presidente Donald Trump aparentemente aliviando em algumas partes.








