Os mercados iniciam a quarta-feira, 12 de março, no campo positivo em Nova York. Investidores acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro nos Estados Unidos, que avançou 0,2% em relação ao mês anterior tanto no índice cheio como em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, abaixo da estimativa mediana de 0,3% para ambos. Em consequência, a alta acumulada em 12 meses recuou de 3,0% para 2,8%, enquanto o núcleo passou de 3,3% para 3,1%. Apesar de ainda se situarem acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve, tais resultados podem ser interpretados como um sinal de “pouso suave” da economia norte-americana, o que reforça as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2025 e, portanto, tende a intensificar o movimento de desvalorização do dólar em nível global. Para acompanhar com mais detalhes a movimentação dos mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Entre os mercados asiáticos, a sessão foi marcada por tendências mistas entre as bolsas. Investidores também repercutem a confirmação do governo norte-americano acerca da aplicação de tarifas sobre todas as importações de aço e alumínio, “sem exceções ou isenções”. Entre os países mais impactados pela nova taxação estão Canadá, Brasil, México e Coreia do Sul. A implementação dessas medidas reforça as promessas de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo principal argumento consiste em “fechar brechas e isenções existentes” e combater “práticas de comércio injustas”. Como retaliação, a União Europeia anunciou, também nesta manhã, a adoção de tarifas sobre € 26 bilhões em importações de produtos norte-americanos a partir de abril. Nas últimas semanas, o temor de uma guerra comercial mais ampla e os potenciais efeitos negativos dessas tarifas na economia dos EUA têm alimentado o pessimismo entre investidores, refletido na queda dos índices de confiança do consumidor e na piora das projeções de resultados financeiros para 2025 de grandes empresas norte-americanas. Nesse contexto, a elevada imprevisibilidade do ambiente de negócios norte-americano tem favorecido ativos considerados “portos seguros”, como ouro, franco suíço e iene japonês, em detrimento do desempenho do real.
Na Europa, os mercados avançam, após algumas falas do presidente estadunidense, Donald Trump. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) avança, repercutindo dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos.
Os preços futuros da soja recuam por mais uma sessão, diante da colheita de safra recorde da oleaginosa no Brasil. Além disso, incertezas sobre as vendas dos Estados Unidos, em meio à guerra comercial travada pelo país, acabaram pressionando as cotações dos contratos futuros em Chicago.
Alguns traders apontam uma situação confortável para os suprimentos da soja neste momento, considerando o montante que vem entrando no mercado conforme avança a safra sul-americana. No entanto, as atenções devem começar a se voltar para o plantio nos EUA a partir de agora.
Os preços do milho se mantiveram próximos da estabilidade ao longo do pregão noturno, sem grandes alterações. Na terça-feira, 11 de março, os futuros do milho foram pressionados após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deixar os estoques domésticos de milho inalterados em seu relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), apesar de fortes vendas de exportação reportadas recentemente, além das tensões com seu importante parceiro comercial e importados do trigo estadunidense, o México.
O trigo não enfrenta bom momento internacionalmente. Apesar de ter tido alguns ganhos na última sessão, acabou encerrando ainda em valor inferior ao da terça-feira, 11 de março.
Os estoques do trigo estimados no relatório WASDE de março em 819 milhões de bushels, ficaram acima da previsão anterior, de 794 milhões de bushels, e, ainda, acima dos 797 milhões de bushels estimados pelos analistas de mercado.






