Mercado externo misto
Nesta quinta-feira (16), os mercados já em funcionamento da Europa apresentam ganhos, recuperando parte das fortes perdas registradas ontem (CAC 40: -1,04%, Stoxx Europe 600: -0,80%, DAX 30: -0,68%, FTSE 100: -0,25%). Já nos EUA, os índices futuros indicam que Wall Street abrirá com desvalorizações, devolvendo uma parcela dos ganhos de ontem (Dow Jones: +0,68%, Nasdaq: +0,82%, S&P 500: +0,85%).
Na agenda de hoje, os investidores americanos receberam às 9h30 (horário de Brasília) a informação de que 332 mil novos pedidos de seguro-desemprego foram feitos nos Estados Unidos na última semana. Esse número ficou próximo da expectativa do mercado (320 mil) e pouco acima da mínima em períodos pandêmicos registrada na divulgação imediatamente anterior a essa (310 mil). Uma notícia mais positiva veio do varejo. A medida que o boom inicial de consumo pós diminuição das restrições foi passando, os consumidores americanos estavam se mostrando menos propensos a gastar no varejo, fazendo com que a expectativa para as vendas no mês de agosto fosse de -0,8% na comparação com julho. Entretanto, dados divulgados também às 9h30 mostraram valorização de 0,7%, o que pode impulsionar a cotação de empresas desse setor.
Na Europa, esta quinta é de agenda vazia, sem grandes divulgações. O que ganhou mais destaque foram os fracos números de vendas de carro no continente. No ano, as aquisições caíram 14% na Alemanha, 35% na França, 19% no Reino Unido e 30% na Itália. Isso porque a baixa oferta e os preços elevados afastam os clientes.
Na China, o dia foi novamente de perdas para os investidores. Segue pesando sobre todo o mercado as dificuldades da desenvolvedora imobiliária China Evergrande Group, que parece estar à beira da falência. A empresa não está conseguindo honrar com suas dívidas, muitas delas com famílias e investidores individuais. Também pesa sobre os índices a queda do setor de cassinos, após Macau ameaçar aumentar a regulação sobre o setor. Com isso, o Shanghai Composto caiu 1,34% e o Hang Seng 1,46%. No restante do continente, o Nikkei 225 (-0,62%) e o Kospi (-0,74%) também recuaram.
Por fim, importante destacar que os preços de algumas commodities vem impactando as ações de diversas empresas ligadas a esses ramos. Na Europa, a forte demanda por gás natural fez os preços dispararem, indo de US$ 2,50/MMBtu no início do ano para US$ 5,35/MMBtu no presente. Isso encareceu muito a conta de energia, tanto para os consumidores como para a indústria. Em relação ao petróleo, tanto o Brent como o WTI apresentam desvalorizações no dia de hoje, mas ontem eles alcançaram os maiores valores desde o final de julho, cerca de US$ 75,40/barril e US$ 72,50/barril, respectivamente.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta quinta-feira (16). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 533,00/bu. Ainda ontem (15), os dados da Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês) afirmou que, na semana encerrada no dia 10 de setembro, a média de produção diária de etanol ficou em 937,0 mil barris – maior volume desde a semana encerrada no dia 13 de agosto.