Mercado externo em alta
Esta sexta-feira (15) é de alta para as principais bolsas dos EUA e da Europa, com o otimismo que tomou conta dos mercados ontem impulsionando as ações. Seguem os resultados de quinta-feira (EUA: Dow Jones, +1,55%; S&P 500, +1,71%; Nasdaq, +1,73%/ Europa: FTSE 100, +0,92%; Stoxx Europe 600, +1,20%; CAC 40, +1,33%; DAX 30, +1,40%).
A recém adquirida confiança dos investidores está relacionada com as divulgações positivas dos resultados dos bancos norte-americanos. Dada a importância dessas instituições e de seu papel central no crescimento da economia, os lucros acima do esperado trouxeram perspectiva de fortes resultados para as outras empresas dos EUA e do mundo. Após JP Morgan Chase divulgar seus resultados na quarta e Bank of America, Wells Fargo, Citigroup e Morgan Stanley anunciarem na quinta, hoje é dia do Goldman Sachs e do menos conhecido PNC Financial. Por enquanto, os bons resultados estão conseguindo ofuscar as preocupações com a inflação.
Além das divulgações dos balanços patrimoniais, alguns novos dados macroeconômicos dos EUA serão revelados hoje. Ainda antes da abertura dos pregões, foi anunciado que as vendas no varejo em setembro cresceram 0,7%, muito acima da expectativa dos agentes de variação de -0,2%. Isso adiciona mais um fator altista sobre os mercados financeiros norte-americanos. Ademais, às 11h (horário de Brasília) será anunciado o prestigiado índice de confiança do consumidor elaborado pela Universidade de Michigan, com o foco em como a expectativa de inflação vem afetando o consumo da população.
Na Europa, o setor bancário também é quem puxa o crescimento, com os ganhos das instituições norte-americanas transbordando para as europeias. Os ganhos também são impulsionados por maior confiança de que a inflação no continente realmente é temporária. Isso porque França e Itália, respectivamente segunda e terceira maior economia da União Europeia, registraram deflação de 0,2% no mês de setembro, após meses de aumento significativo nos preços.
Por fim, nos mercados asiáticos, essa sexta também foi de ganhos (Shanghai Composto: +0,40%; Kospi: +0,88%; Hang Seng: +1,48%; Nikkei 225: +1,81%). Destaque para a declaração de uma autoridade do People’s Bank of China (Banco Central da China) acerca da crise da incorporadora Evergrande. Segundo o burocrata Zou Lau, as autoridades chinesas têm confiança de que a crise no setor imobiliário é controlável e tem poucas chances de se espalhar.
Soja em alta
Nesta sexta-feira (15), os mercados futuros de soja operam em alta. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.214,25 USD cents/bushel. A tendência de alta ganhou força com o movimento de compras técnicas por parte de investidores. Vale lembrar que, assim como o milho, os futuros da soja devem apresentar tendência de queda com o avanço da colheita da safra estadunidense, apesar do otimismo dos agentes quanto às exportações e os estoques seguirem relativamente baixos. De acordo com os dados de vendas de exportação, divulgados nessa manhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), foi registrado um aumento de 10% em comparação a semana anterior, totalizando 1,148 milhão de toneladas de soja para 2021/22.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta sexta-feira (15), sustentados pelo novo aumento da produção estadunidense de etanol, chegando a maior alta nos últimos três meses. Segundo os dados da Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês), pela primeira vez desde o final de julho, a produção média diária ultrapassou 1,0 milhão de barris, totalizando 1,032 milhão na semana encerrada no dia 08 de outubro. Por outro lado, ao longo prazo, com o avanço da colheita e consequente aumento da oferta, os preços devem apresentar tendência baixista. Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 523,50/bu.
Os dados do USDA de vendas de exportação, divulgados hoje (15), apontam uma queda de 18% no comparativo semanal, totalizando 1,039 milhão de toneladas de milho. Contudo, apesar da queda semanal, no comparativo com a médias das últimas quatro semanas, registrou-se um aumento de 85%.
Trigo em alta
Assim como os futuros da soja e do milho, os do trigo operam em alta, nesta sexta-feira (15). Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 732,75/bu. Essa tendência de alta deve seguir ao longo da sessão principal, tendo em vista que o USDA registrou um aumento semanal no volume de vendas equivalente a 70% e, no comparativo com a média das últimas quatro semanas, de 42%. Na semana encerrada no dia 7 de outubro, o Departamento registrou a venda de 567,6 mil toneladas de trigo para 2021/22.
Ademais, com uma produção estimada em 136,9 milhões de toneladas, o governo chinês planeja leiloar 100 mil toneladas de trigo no dia 20 de outubro, o que deve ser o começo de uma série de leilões para reduzir os estoques estatais. Na Rússia, de janeiro a agosto desse ano, foram exportadas 19,3 milhões de toneladas, ou 1,6% abaixo do mesmo período do ano passado – vale destacar que, em razão do aumento dos preços, foi registrado um crescimento anual de 15% sobre o valor exportado. Por fim, na França, o FranceAgriMer estima que o plantio da safra de trigo soft 2021/22 tenha chegado a 13%, até 11 de outubro.