Mercado externo estável
A sessão desta quarta-feira (20) está sendo de estabilidade para as bolsas dos EUA e da Europa, com os índices futuros norte-americanos e os índices europeus mostrando variações muito próximas dos 0%. Ontem, as bolsas mundiais se valorizaram (EUA: Dow Jones, +0,56%; Nasdaq, +0,71%; S&P 500, +0,74%).
No dia de hoje, as divulgações dos balanços das empresas seguem ditando a pauta nos EUA. Até o momento, 82% das empresas que compõem o S&P 500 e que já anunciaram seus números tiveram resultados acima do esperado, o que explica as cinco sessões consecutivas de ganhos desse índice e do mercado acionário norte-americano como um todo. Após o pregão de ontem, Netflix e United Airlines anunciaram seus resultados, que, na visão do mercado, foram negativos para o primeiro e positivos para o segundo. Hoje, os destaques são Verizon, IBM e Tesla.
Na Europa, também são os resultados das empresas os responsáveis pelo direcionamento do mercado. Pelo lado altista, a Nestlé mostrou números bastante fortes, impulsionaram a indústria alimentícia. Pelo lado da baixa, destaque para a empresa de artigos de luxo Kering e para a produtora de semicondutores ASML, que tiveram resultados decepcionantes. Com as divulgações mistas, o mercado acionário europeu se mantém em estabilidade. Lembrando que os gargalos no setor de semicondutores é um importante componente do atual surto inflacionário mundial. O fraco desempenho de mais uma empresa desse setor pode diminuir o apetite pelo risco dos investidores.
Por fim, no mercado asiático, esta quarta-feira foi de variações mistas. Na China, incertezas em relação à Evergrande e ao setor imobiliário, assim como com o setor de energia geraram pequenas perdas (Shanghai Composto: -0,17%). No Japão, os ganhos de Wall Street impulsionaram as ações, mas no final do dia os investidores devolveram grande parte dos ganhos devido ao aumento da taxa dos títulos do tesouro norte-americano (Nikkei 225: +0,14%). E em Hong Kong, a sessão foi de importantes valorizações, impulsionadas mais uma vez pelo setor de tecnologia (Hang Seng: +1,35%).
Soja em alta
Nesta quarta-feira (20), os mercados futuros de soja operam em alta. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.237,50 USD cents/bushel. O movimento de alta no mercado futuro de soja ganhou força em razão da alta observado nos mercados futuros de óleos, que vêm sendo sustentados pelo baixo nível de oferta global de óleos vegetais. Ademais, outro fator que dá sustentação é a perspectiva de aumento da produção de biodiesel nos EUA.
Por fim, de acordo com o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) para o Brasil, a produção brasileira 2021/22 deve ultrapassar a estimativa atual do Departamento em 1,0 milhão de toneladas, podendo chegar assim a 145 milhões de toneladas de soja. A última atualização da
estimativa da StoneX (out/21) projeta uma produção total de 144,26 milhões de toneladas para 2021/22.
Milho em alta
Os futuros do milho seguem sendo influenciados sobretudo pelo ritmo dos trabalhos nas lavouras estadunidenses, onde a safra está sendo colhida. Por conta de um percentual de colheita abaixo do esperado pelo mercado, os preços futuros encontram apoio e operam em alta, nesta quarta-feira (20). Vale lembrar que, na segunda-feira (18), o USDA estimou a colheita de milho em 52% da safra. Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 534,50/bu.
Trigo em alta
Apesar da valorização do dólar estadunidense, os futuros do trigo operam em alta, nesta quarta-feira (20), sustentados pelo cenário de oferta ajustada e forte demanda pelo cereal. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 741,75/bu. O adido do USDA para a Austrália estimou a produção australiana de trigo 2021/22 em 31,50 milhões de toneladas, em linha com a estimativa divulgada no balanço mensal de oferta e demanda do USDA (WASDE, outubro de 2021). Por outro lado, o adido do USDA para a Argélia estima que a produção nacional do sexto maior importador mundial de trigo deve recuar 38% em 2021/22, impulsionando as importações do país e a demanda global de trigo.