Mercado externo em alta
Nesta terça-feira (26), os mercados de ações dos EUA e da Europa apresentam tendência de alta, impulsionados pelos resultados positivos das empresas no terceiro trimestre. Ontem, os ganhos em Wall Street fizeram os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em suas máximas históricas (Dow Jones: +0,18%, S&P 500: +0,47%, Nasdaq: +0,90%), enquanto na Europa o índice Stoxx Europe 600 atingiu seu maior valor em sete semanas (CAC 40: -0,31%, Stoxx Europe 600: +0,07%, FTSE 100: +0,25%, DAX 30: +0,36%).
Na agenda de hoje, os agentes seguem reagindo às divulgações das empresas listadas em bolsa. Nos EUA, o Facebook avança cerca de 2,0% no pré-mercado, após divulgar depois do fechamento do pregão de ontem ganhos acima do esperado e um aumento no seu programa de recompra de ações. A Tesla também está em foco, já que novos negócios fizeram suas ações se valorizarem 12,7% na última sessão. Nas divulgações desta terça, destaque para os anúncios das empresas do setor de tecnologias, entre elas Alphabet (holding controladora do Google), Microsoft e Twitter, que anunciarão após o fechamento do mercado.
Ainda nos EUA, atenção para a possibilidade de avanços nas negociações dos mega planos fiscais propostos no Congresso. Vem sendo relatado que antes do presidente Joe Biden partir para sua viagem à Europa, na quinta, o Partido Democrata pretende chegar a um acordo na Câmara dos Representantes sobre seu projeto de gastos sociais. O avanço provavelmente será alcançado através da desidratação do plano, que de US$ 3,5 trilhões deve ser diminuído para US$ 2 trilhões. Caso as negociações realmente deem resultados, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, deve colocar em votação um outro projeto, focado em investimentos em infraestrutura, que ronda a casa dos US$ 1 trilhão e que já foi aprovado no Senado. Se sancionado pela Câmara, bastará a assinatura do presidente Joe Biden.
Na Europa, as sessões são de altas significativas, indicando que os ganhos corporativos estão superando as preocupações com os gargalos econômicos e a aceleração inflacionária. Na Ásia, os mercados fecharam o dia com grandes discrepâncias entre as tendências de cada país (Hang Seng: -0,36%, Shanghai Composto: -0,34%, Kospi: +0,94%, Nikkei 225: +1,77%).
Soja em queda
Nesta terça-feira (26), os mercados futuros de soja operam em queda, pressionados pelo movimento de realização de lucros por parte de investidores após o rali observado na véspera. Contudo, destaca-se que o balanço ajustado de oferta e demanda no mercado global de óleos vegetais segue sustentando os futuros da soja e limitando as perdas. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.235,25 USD cents/bushel.
Ainda ontem (25), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou os dados de inspeção das exportações, referentes a semana encerrada no dia 21 de outubro, e os dados de acompanhamento de safra, referentes a semana encerrada no dia 24 de outubro. De acordo com o primeiro relatório, os embarques físicos semanais totalizaram 2,104 milhões de toneladas, abaixo dos valores registrados na semana anterior (-14,1%) e no mesmo período do ano passado (-27,2%). Por sua vez, os dados de acompanhamento de safra indicaram que 73% da safra estadunidense foi colhida até o final de semana, 3 pontos percentuais (p.p.) acima da média dos últimos cinco anos.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta terça-feira (26). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 535,50/bu. Considerando que os preços do milho já vinham sendo influenciados pela queda registrada nos mercados futuros do complexo de trigo, o movimento de desvalorização ganhou forma com o anúncio de um ritmo de colheita da safra dos EUA acima do esperado pelo mercado e com condições favoráveis à colheita da safra europeia.
De acordo com o acompanhamento semanal das condições de safra nos EUA, o USDA reportou a colheita em 66%, contra a média dos últimos cinco anos de 53%. Em relação às inspeções de exportação, o USDA trouxe um volume bastante abaixo daquele registrado na semana anterior e no ano passado, cerca de 48,0% e 19,9% abaixo, respectivamente. Na semana encerrada no dia 21 de outubro, o Departamento registrou o embarque de 545,13 mil toneladas de milho.
Trigo em queda
Após os futuros do trigo em Chicago alcançarem a maior alta em dois meses, nesta terça-feira (26), os contratos sofrem desvalorizações em uma rodada de realização de lucros por parte de investidores. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 752,75/bu. Contudo, o movimento de queda é limitado pela desvalorização do dólar estadunidense e pela condição da safra abaixo da prevista pelo mercado.
O relatório de acompanhamento de safra dos EUA, divulgado ontem (25), foi o primeiro a apresentar a condição da safra de inverno no país. De acordo com o USDA, cerca de 46% estão em condição boa/excelente, enquanto 34% são considerados regular e 20% ruim/muito ruim. Os dados de inspeção das exportações, por sua vez, pressionaram os preços futuros ao indicarem queda semanal (-0,7%) e anual (-64,9%), totalizando 140,41 mil toneladas de trigo.