Campinas, 31 de maio – O dia se inicia com certa cautela por parte dos investidores, os quais repercutem a possível solução provisória para o impasse da dívida pública dos EUA.
Hoje, será votado na Câmara o projeto de lei para a suspensão do teto da dívida até janeiro de 2025. No entanto, vale ressaltar que a Câmara possui maioria republicana, o que deve acrescentar incertezas sobre a aprovação do projeto por conta da polarização entre republicanos e democratas.
Além disso, os mercados globais estarão atentos para a divulgação do Livro Bege dos EUA, às 15h, responsável por resumir o panorama econômico recente e fornecer sinais sobre a próxima decisão para a taxa de juros do país.
Por fim, foi divulgado ontem a noite o Índice de Gerente de Compras (PMI, sigla em inglês) da China, possibilitando entender a situação atual sobre a saúde da economia chinesa. De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas da China (NBS), o PMI da indústria foi de 48,8 pontos em maio, abaixo dos 51,4 projetados pelo mercado.
Com isso, a indústria chinesa exibiu um recuo pelo segundo mês consecutivo, ficando em patamar de contração - vale lembrar que o nível de 50 pontos separa a expansão e a contração. A interpretação de que o setor industrial do país exibe um certo enfraquecimento pode contribuir para a aversão ao risco, uma vez que os agentes apostavam na recuperação da economia chinesa ainda este ano. Portanto, tal cenário pode ser considerado baixista para as commodities. O índice CSI 300 encerrou em alta de 1,02%.
Os preços da soja ampliaram as perdas registradas ontem, refletindo as perdas no mercado de energia, efeito de uma desaceleração da demanda global, particularmente pela maior compradora de soja, a China.
O plantio da soja continua em ritmo favorável, conforme novos dados relatados pelo USDA. Até a semana encerrada em 28 de maio, 83% das lavouras de soja previstas para 2023 concluíram o plantio, 17 ponto percentuais a mais que na semana anterior.
Os preços do milho também caíram durante o pregão noturno. As previsões para uma safra brasileira maior do que o esperado estão atualmente pesando no mercado, em paralelo a velocidade positiva do plantio nos EUA, que aumenta a probabilidade de maior oferta este ano.
O plantio de milho já alcança 92% da área prevista para o grão nos EUA, 11 pontos percentuais a mais que na semana anterior. Mas o foco do relatório ontem talvez tenha sido os primeiros indicativos sobre as classificações de condição do milho. Até domingo, 69% do milho dos EUA foi classificado em condições boas/excelentes, um pouco abaixo das classificações do ano passado.
As perspectivas de oferta global melhoraram desde o primeiro WASDE com estimativas para a safra 2023/24. As previsões de produção para importantes players exportadores, como Rússia e União Europeia, também acompanham essa perspectiva. Nos EUA, chuvas recentes nas planícies podem trazer melhor rendimento para a produção de trigo no próximo ano, o que também adiciona pressão para o trigo. As condições do trigo de inverno continuam melhorando nos EUA, com cerca de 34% das lavouras em condições em termos de bom/excelente, de acordo com o USDA.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT