Campinas, 12 de junho – A semana se inicia com os investidores se preparando para importantes divulgações, como a inflação nos EUA a ser publicada amanhã (13), e a decisão sobre a taxa de juros dos EUA e Europa a serem divulgadas, respectivamente, na quarta-feira (14) e quinta-feira (15).
Grande parte do mercado acredita que o Federal Reserve irá interromper o ciclo de alta dos juros estadunidenses na quarta-feira, a fim de garantir que a economia do país não entre em recessão. Assim, caso o Fed escolha manter a taxa de juros, é possível que o apetite por riscos aumente, dando suporte aos grãos.
O mercado da China também acompanha o cenário atual dos EUA, e pode mostrar uma certa cautela enquanto os agentes entenderem que a economia chinesa ainda exibe sinais fracos de melhora.
Vale lembrar que, como comentado na semana passada, a inflação ao produtor e ao consumidor chinês mostraram resultados abaixo do esperado, o que influenciou em uma maior cautela em relação às expectativas dos mercados para a recuperação econômica do país – esperava-se que uma demanda mais aquecida puxasse um aumento dos preços. Com isso, a perspectiva de menor crescimento chinês pode contribuir para pressionar o mercado de grãos.
O mercado futuro em Chicago inicia a semana refletindo as estimativas do USDA, divulgadas na sexta-feira (9), e o clima nos Estados Unidos.
As estimativas menores de óleo de soja publicadas pelo USDA indicaram que os suprimentos globais de óleo comestível podem continuar apertados por mais um ano, especialmente à medida que as populações globais aumentam e o interesse em usar óleo comestível para a produção de biocombustível se intensifica.
A Argentina, principal exportador de óleo de soja, obteve ajuste de -4,8% na produção de óleo de soja em 2022/23, indo de 6,22 para 5,93 mi tons, enquanto a perspectiva para a temporada 2023/24 foi reduzida de 7,21 mi tons para 7,11 mi tons (-1,4%).
Na semana passada, o governo Biden pressionou políticas de combustível renovável mais favoráveis, o que ajudaria a aumentar os volumes de esmagamento. Mas a indústria ainda está pedindo maiores volumes de mistura para justificar os anúncios de expansão atuais.
O plantio 2023/24 dos EUA está praticamente concluído e a partir de agora, o monitoramento dos níveis adequados de umidade são foco para acompanhar o desenvolvimento das lavouras. O mercado aguarda os novos dados do Acompanhamento de Safra, a ser divulgado pelo USDA hoje às 17h, em que a expectativa do mercado é de um declínio na qualidade das lavouras, dado os baixos volumes de chuvas.
O milho encontrou espaço para ganhos no pregão noturno desta segunda-feira (12), com as previsões para as principais áreas de cultivo de milho no Centro-Oeste dos Estados Unidos enfrentando seca.
No Brasil, as lavouras do Centro-Sul seguem com desenvolvimento e potencial favoráveis. Para que a perspectiva de bons rendimentos se concretize, tais condições devem se manter até o fim de junho. No Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul, principalmente, a atenção se volta para as previsões de temperaturas minímas na segunda quinzena de junho, dado que geadas podem prejudicar a produtividade das áreas mais tardias. Acompanhe o
relatório de clima da Stonex, com as principais regiões produtoras de milho.
O trigo também encontrou suporte para alta no pregão noturno em Chicago, ponderando uma menor safra de trigo vermelho duro de inverno, estimada pelo USDA. Por outro lado, a safra de trigo de inverno dos EUA em 2023 permaneceu praticamente inalterada, com a ajuda de uma maior área total de trigo.
A Rússia, a Ucrânia e os principais produtores de trigo da União Europeia têm desfrutado condições favoráveis nesta primavera para a safra de trigo, levando o USDA a aumentar as perspectivas de produção. Desta forma, existe um cenário bearish sendo reforçado, dado que a Rússia e a União Europeia podem ser capazes de cobrir os déficits de produção na Ucrânia e nos EUA no próximo ano.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja