Campinas, 25 de setembro – Bolsas mundiais operam em boa parte em queda, com maior aversão ao risco dada a piora dos problemas imobiliários na China e pelo aumento da cotação do petróleo. A China Evergrande Group anunciou que irá rever seu plano de reestruturação, gerando especulação sobre seu estado financeiro que acabou impactando na queda de 22% no valor de suas ações.
Na agenda da semana, o índice de preços de gastos com consumo nos EUA (PCE, na sigla em inglês), será divulgado na sexta-feira (29). Este indicador pode trazer maior direcionamento sobre as possíveis estratégias que serão adotadas pelo Federal Reserve após ter mantido as taxas de juros na semana passada.
Na Ásia-Pacífico, é aguardado o número referente a inflação de agosto na Australia e Singapura, enquanto o Japão anunciará os dados de inflação para a capital, Tóquio, que são vistos como um parâmetro para entender o cenário a nível nacional.
Os preços da soja encerraram o pregão noturno em baixa na última segunda-feira de setembro, olhando para uma grande colheita brasileira de soja que continua a dominar os mercados de exportação globais. Além disso, um dólar mais forte esta manhã e os baixos níveis de água no Mississippi estão no radar de traders, na medida em que podem surgir espaços para ganhos.
Os preços do milho também ficaram em campo negativo para a variação diária no pregão noturno em Chicago.Os preços ainda terão que resistir à pressão ao longo da semana, especialmente se as previsões para o Heartland indicarem condições favoráveis para o clima.
As expectativas de uma grande colheita nos EUA, a segunda maior já registada, acrescenta força à pressão contínua do volume de milho de origem brasileira que atualmente inunda o mercado de exportação global, assim criando pouco espaço para ganhos do cereal.
Os preços do trigo foram mistos esta manhã, ponderando diferentes cenários pelo mundo. Os agricultores argentinos esperam por mais chuvas e estabilidade política antes das eleições presidenciais do país no próximo mês. Estas eleições são importantes porque os candidatos presidenciais nas urnas apresentaram planos econômicos diferentes que poderão alterar as taxas de imposto sobre as exportações de cereais.
A Ucrânia continua a procurar rotas marítimas seguras para os seus fornecimentos de trigo. O primeiro grande navio transportando grãos de um porto ucraniano no Mar Negro conseguiu partir na semana passada, sem maiores problemas, mesmo em meio ao conflito, concretizando parte da campanha de Kiev para quebrar o bloqueio de fato da Rússia.









