A semana começou com a maior parte dos mercados financeiros no lado positivo, destacando que os dados do mercado de trabalhos dos EUA, divulgados na sexta-feira (dia 03) alimentaram as expectativas de que o Fed não suba mais os juros do país e que possa começar a cortar a taxa um pouco mais cedo.
A criação de novas vagas de emprego nos EUA em outubro ficou em 150 mil, abaixo das 180 mil esperadas e a taxa de desemprego subiu de 3,8% para 3,9%. Com isso, cresceram as apostas de que o Fed possa começar a relaxar sua política monetária a partir de maio de 2024.
Aqui no Brasil, as expectativas quanto à ata da reunião do Copom da última semana são grandes. O documento será divulgado amanhã (dia 07), dando mais detalhes de quais serão os possíveis próximos passos do Banco Central, após mais um corte de 0,5 p.p. da Selic.
Na Ásia, a segunda-feira (dia 06) foi de ganhos para os principais índices acionários, com destaque para a forte alta em Seul, após o governo anunciar novamente a proibição de vendas a descoberto até o final de junho de 2024.
Na Europa, a maior parte das bolsas estava em leve baixa nesta manhã, oscilando em torno da estabilidade, após os ganhos importantes da semana passada. Destaque positivo para as ações do segmento de viagens.
No EUA, os futuros em Wall Street também começaram a semana em alta, dando continuidade ao movimento de sexta-feira (dia 03), após a divulgação dos dados de emprego do país. Grande parte dos analistas já não espera um novo aumento dos juros na reunião de dezembro.
O Ibovespa também começou a segunda-feira (dia 06) em alta.
As cotações da soja em Chicago chegaram a atingir seus maiores níveis em oito semanas na sessão noturna desta segunda-feira (dia 06), encerrando em alta, diante das preocupações com o clima no Brasil e com ânimos renovados pelo lado da demanda.
Por aqui, foram registradas boas chuvas durante o final de semana, incluindo a região norte do Mato Grosso, mas o plantio ainda está atrasado e as previsões indicam que os volumes de precipitação ainda podem ser leves nas próximas duas semanas, na região central do país.
Os rumores de que a China poderia importar mais soja no ciclo 2023/24, em comparação às estimativas do USDA, continuam dando suporte às cotações.
O milho terminou o pregão noturno em torno da estabilidade, com perspectivas mais positivas para as exportações norte-americanas, favorecidas pelo enfraquecimento do dólar, enquanto o avanço da colheita do país pesa sobre as cotações.
Destaca-se que o Brasil ultrapassou os EUA nas exportações de milho no ciclo 2022/23, mas a realidade pode ser diferente na safra atual, já que as perspectivas apontam para queda de produção da safrinha brasileira, em meio a margens apertadas e preocupações com o clima e com a janela de cultivo.
Já as cotações do trigo foram pressionadas por um movimento de vendas, após os ganhos recentes, na última semana.
Destaca-se, também, que a oferta de trigo russo a preços competitivos continua a pesar sobre as cotações, limitando os ganhos, mesmo com dados positivos de demanda, com a Argélia e a Jordânia anunciando novos leilões de compra do cereal.







