Nesta quarta-feira (dia 08), uma maior cautela continua a predominar nos mercados financeiros internacionais. A grande expectativa é para o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, programado para hoje, com o mercado esperando novas pistas sobre a condução da política monetária nos EUA. Após os dados mais fracos de emprego, divulgados na sexta-feira (dia 03), as apostas de que o Fed possa começar a reduzir os juros já na reunião de maio aumentaram.
Na Ásia, a maior parte dos índices acionários fechou em baixa, com destaque para o Kospi, da Coreia do Sul, ainda devolvendo os ganhos do primeiro pregão da semana. No Japão, foi divulgada uma pesquisa indicando que a confiança dos empresários japoneses subiu.
Na Europa, as principais bolsas estão operando no lado negativo, reforçando o movimento dos pregões anteriores, enquanto aguardam a divulgação de balanços de várias empresas. Além disso, destaca-se que as vendas no varejo da zona do euro recuaram 0,3% em setembro frente a agosto, queda acima do que o mercado esperava.
No mercado doméstico, além de se esperar o discurso do presidente do Fed, a tramitação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2024 está no radar, em meio às preocupações fiscais. O Ibovespa começou o dia em alta.
Nos EUA, os futuros de índice em Nova York estão operando de forma mista, também no aguado do discurso de Jerome Powell.
A subida nas cotações da soja em Chicago continua respondendo a preocupações com as condições climáticas no Brasil, além da forte procura chinesa pela oleaginosa.
A escassez hídrica em algumas regiões brasileira e as fortes chuvas no Sul trazem preocupação para a safra em andamento, porém ainda é cedo estimar qualquer quebra.
Pelo lado da demanda, a China registrou a sua maior compra diária de soja norte-americana em três meses, ontem (dia 07), volume que representaria cerca de dez navios.
É importante destacar que as vendas dos EUA para todos os destinos estão mais fracas em comparação aos anos anteriores, com grandes volumes negociados sendo sempre muito bem-vindos.
O milho também registrou alta no pregão noturno desta quarta-feira (dia 08), acompanhando a soja e o milho.
Apear de o período de colheita nos EUA pesar sobre os preços, o ritmo nessa fase final é acompanhado de perto, diante do registro de neve em alguns estados do norte do cinturão. No domingo (dia 05), a colheita estava em 81% quando o mercado esperava 82%, mas ainda ficou consideravelmente acima da média de cinco anos, em 77%.
O trigo subiu, recuperando algumas das perdas da sessão anterior, embora os preços tenham permanecido sob pressão, devido à melhora das condições das lavouras nos EUA.
A produção estadunidense está alcançando níveis de qualidade atingidos pela última vez em 2019.
Também pesaram sobre os preços do trigo as melhorias das perspectivas de colheita após as chuvas recentes na Austrália e na Argentina, cuja produção encontra-se afetada pela seca. Mesmo assim, destaca-se que a Bolsa de Rosário cortou novamente a estimativa de produção de trigo na Argentina, para 13,5 milhões de toneladas.









