O mercado de índices futuros nos Estados Unidos opera em alta no fechamento do último dia do mês (dia 30). Após a divulgação ontem de que o PIB trimestral estadunidense apresentou um crescimento de 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2023, acima do esperado, que se junta à redução da inflação em outubro, a perspectiva de que as taxas de juro devam permanecer estáveis está ganhando força entre os investidores.
Começa também nesta quinta-feira (dia 30) a esperada reunião da OPEP+, cuja principal missão é resolver os impasses relacionados aos cortes na produção. A posição da Arábia Saudita é de restringir a oferta enquanto o preço do petróleo vem caindo.
Na Europa as ações subiram, atingindo o maior nível em mais de dois meses, impulsionadas pelos setores energético e financeiro. Resultados da inflação na Zona Euro apresentaram dados menores que o esperado, o que contribui para a percepção do mercado de que as taxas de juros atingiram o pico, mesmo após os comentários do Banco Central Europeu (BCE) de que a luta contra a inflação ainda não acabou.
Por sua vez, os mercados da Ásia-Pacífico operaram de forma mista. Na Coreia do Sul, os mercados de ações subiram após o Banco Central manter as taxas de empréstimos pela sétima vez seguida. Em sentido contrário, na China e em Hong Kong as ações caíram após o índice de manufatura chinês apresentar uma nova contração pelo segundo mês consecutivo.
Já no Brasil, o Ibovespa apresenta grande volatilidade, com o mercado acreditando que possa haver um fechamento em baixa no última sessão de novembro. Apesar das altas no começo da semana, a sessão de ontem não conseguiu se sustentar no campo positivo. Na agenda local, os investidores aguardam a assembleia da Petrobrás, que definirá hoje a provisão dos dividendos e tem previsto realizar mudanças no estatuto.
Fechando o último pregão do mês ligeiramente em baixa, os índices da soja seguem de perto as análises realizadas para o Brasil.
Traders indicam que, mesmo com o estresse hídrico afetando grande parte da produção, os impactos na a oferta ainda não afetariam expressivamente os preços.
Mesmo pressionados pelo excesso de oferta estadunidense, os preços do milho estão apresentando tendência de alta.
O secretário de Agricultura dos EUA indicou que a China está aproveitando preços mais competitivos no Brasil, o que levou à queda das exportações do país para o mercado asiático.
Após uma nova queda, os preços do trigo aguardam as atualizações dos dados de exportações dos EUA.
Na Austrália a colheita continua, mas chuvas no Sudeste poderiam afetar a qualidade de até um milhão de toneladas dos grãos.







