Os índices futuros dos EUA começaram a sexta-feira (dia 08) operando sem direção na expectativa por dados de emprego. Porém, após os resultados do relatório, os futuros de ações começaram a cair. O dado era muito aguardado, já que sinalizaria se o Federal Reserve (Fed) poderia cortar as taxas de juros antes do esperado. Dado que as estatísticas indicaram um aumento maior ao projetado no emprego, o mercado agora diminui as esperanças em relação ao relaxamento da política monetário norte-americana.
As bolsas europeias subiram à espera dos resultados do emprego nos EUA. O impulso foi dado pelas ações do setor energético e de luxo, enquanto os investidores avaliavam os dados da inflação na Alemanha, dado que o índice DAX alemão já alcançou um aumento de cerca de 20% no ano.
Os mercados na Ásia-Pacífico apresentaram-se mistos, após uma revisão para baixo do PIB do Japão no terceiro trimestre. As projeções esperavam um declínio de 0,5%, igual ao trimestre anterior, mas a queda foi de 0,7%. Outro foco está na forte recuperação do iene japonês, dada a especulação de que o Banco Central do Japão estaria perto de finalizar a sua política de taxa de juros negativa.
Já o índice Ibovespa futuro, que tinha caído após o resultado nos EUA, apresentou recuperação pouco depois. Se espera que no Brasil o resultado na semana seja positivo. Com uma agenda local mais folgada, o foco está no exterior, além da divulgação da produção industrial regional a ser publicada pelo IBGE.
A sexta-feira (dia 08) apresentou ganhos para a soja. Foram confirmadas vendas privadas de mais de 121 mil toneladas de soja estadunidense da campanha 2023/24.
Se espera hoje o aguardado último relatório do ano do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que indicará as novas estimativas para a próxima safra, com principal foco nas condições climáticas mistas da América do Sul.
O milho fechou em alta. Também aguardando o relatório WASDE do USDA, alguns agricultores analisam as possibilidades da próxima campanha.
Parte dos produtores dos EUA indicam chances de diminuir as plantações do milho dado que, mesmo com a recuperação recente, os preços ainda rondam mínimas históricas.
Os preços do trigo caíram na sexta-feira, após uma recuperação em dias anteriores impulsada pela demanda chinesa.
O governo dos EUA afirmou que as vendas para a China superaram um milhão de toneladas, o maior volume observado desde julho de 2014. É aguardada a confirmação dos avanços da produção na França, ainda atrasada, para definir o panorama da oferta mundial.







