Wall Street começou a semana (dia 11) com os futuros de ações oscilantes, enquanto é aguardada a última reunião do ano do Federal Reserve (Fed) na próxima quarta-feira. O fechamento na sexta-feira passada (dia 08) foi positivo, mostrando uma subida nas ações mesmo com um relatório do emprego mais forte que o esperado, o que manteria as taxas de juros no seu patamar atual. Na agenda semanal também está a divulgação dos índices de preços ao consumidor e ao produtor.
Aguardando a reunião do Banco Central Europeu, as ações europeias começaram a semana estáveis, com destaque para a queda nas ações do setor de mineradoras. Apesar da estabilidade no começo da semana, o índice STOXX 600 acumula um crescimento de 11,1% no ano. O mercado continua apostando num recorte das taxas de juros diante da desaceleração da inflação na Zona Euro, assim como em indícios de uma incipiente recessão econômica.
Na região da Ásia-Pacífico, os mercados operaram mistos na segunda-feira, na expectativa das reuniões pactadas para a semana no exterior. Os investidores ainda se encontram hesitantes, repercutindo as últimas notícias de desaceleração e instabilidade da economia chinesa, assim como a notícia de decrescimento do Japão.
No Brasil, o índice Ibovespa futuro abriu a semana operando em baixa. O mais recente boletim Focus do Banco Central, publicado hoje, indica que o mercado espera uma redução para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no final deste ano. Reuniões estratégicas relacionadas à política monetária são aguardadas na semana, tanto do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, como do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.
O preço da soja apresentou ganhos no começo da semana.
Com o mundo seguindo de perto a próxima safra brasileira, dados do mercado indicam que na semana passada foi completado 91% do plantio na área estimada.
Já o aguardado relatório WASDE do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, publicado na última sexta-feira (dia 08), continuou indicando que a produção mundial 2023/24 ficará consideravelmente superior ao consumo.
Para o Brasil, foi reduzida a projeção da produção em relação ao mês anterior. Porém, com um resultado esperado de 161 milhões de toneladas, isso ainda representaria um aumento de 0,6% em relação à safra anterior.
O milho registrou queda.
Mundialmente, os resultados do WASDE não apresentaram grandes surpresas. Com resultados estáveis para os Estados Unidos, que mantém a sua produção esperada em 386,96 milhões de toneladas, o que implicaria um aumento de 11,1% no ano.
Para o Brasil, a projeção também se manteve igual ao mês anterior, onde se espera uma produção de 129 milhões de toneladas, o que significa uma redução de 5,8% em relação ao ano anterior, como consequência da demora no plantio da soja, o que afetará a janela do milho safrinha.
Os preços do trigo apresentaram queda.
O freio do mercado se deve a que, dadas as compras históricas realizadas pela China aos Estados Unidos na semana passada, dificilmente o mesmo recorde possa ser repetido na semana entrante. Analistas de StoneX indicam que observam de perto a procura diante de pedidos da Argélia e da Tunísia, o que poderia influenciar a demanda mundial.







