Os futuros das ações subiram nos Estados Unidos nesta quinta-feira (dia 14). Após aguardada reunião, o Federal Reserve (Fed) anunciou que manteria as taxas de juros estáveis, sinalizando também que não haveria novos aumentos dada a redução mais rápida que o previsto da inflação. Desta forma, as taxas de referência se mantêm entre 5,25% e 5,5%, as mais altas desde 2001. Assim, originou-se uma tendência de subida em todas as bolsas americanas, dada a interpretação do mercado de que as taxas de juros atingiram o seu máximo.
As ações europeias responderam ao resultado estadunidense e alcançaram seu máximo em mais de um ano e meio. Os setores imobiliário e de mineração foram os que lideraram a recuperação europeia. Desta forma, os investidores apostaram que os Bancos Centrais da Europa tomariam hoje uma decisão similar a adotada nos Estados Unidos, e efetivamente, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve a taxa básica de juros em 5,25%. Logo após, o Banco Central Europeu (BCE) também manteve a taxa de juros em 4,5%.
Por sua vez, os mercados de ações na Ásia-Pacífico continuaram mantendo um movimento misto. Um índice que respondeu positivamente a tendência foi o Hang Seng de Hong Kong, mas em sentido contrário, os índices Shangai Composite e o Nikkei de Tóquio registraram queda. Entre as causas de um menor otimismo em alguns mercados asiáticos, está a fragilidade do setor imobiliário chinês e a queda nos lucros de algumas indústrias chinesas.
O mercado brasileiro respondeu positivamente aos acontecimentos internacionais, e o índice Ibovespa futuro abriu hoje superando sua máxima histórica. Também houve estímulo doméstico, com a taxa Selic caindo no Brasil pela quarta vez, o que animou o mercado. Desta forma, o Banco Central fez mais uma redução de 0,5 p.p. para deixar a taxa de referência em 11,75%.
Os preços da soja fecharam em alta, mostrando recuperação.
Os resultados coincidem com aumentos nas exportações do complexo da soja estadunidense para a China.
O milho subiu, na sessão noturna desta quinta-feira (dia 14).
No seu último relatório semanal, o USDA indicou que as exportações estadunidenses aumentaram 10% quando comparados a semana anterior, sendo México o principal destino.
O preço também avançou hoje.
Como destaque, o Ministério de Agricultura da França indicou que aumentou as previsões locais para as exportações, após maior demanda chinesa.
Além disso, as vendas de exportação dos EUA para a safra 2023/24 atingiram 1,49 milhão de toneladas na semana encerrada em 07/12.







