O balanço de 2023 foi positivo para o mercado acionário nos EUA, num ano marcado pelas oscilações e as preocupações com a estabilização da inflação. Em alta hoje (dia 29), os três principais índices, S&P 500, Nasdaq 100 e Dow Jones devem fechar o ano com ganhos, com destaque para as empresas de big tech que apresentaram o maior crescimento. Se bem as bolsas estadunidenses continuam operando, elas fecharão mais cedo e o volume de negociações diminuiu. Segundo pesquisa divulgada pelo mercado, mais de 80% dos investidores apostam numa redução na taxa de juros no primeiro trimestre de 2024 por parte do Federal Reserve (Fed). Além disso, no ano entrante também haverá eleições presidenciais, fato que historicamente trouxe ganhos para o mercado de ações.
Na Europa, as ações em todos os setores sobem nessa sexta-feira (dia 29), acumulando ganhos anuais. Se espera que o índice Stoxx 600 avance liderado pelos setores de tecnologia e varejo, que apresentaram o melhor desempenho. Assim, a última sessão de 2023 marca um ano sólido apesar de uma política monetária rígida na região, com otimismo por parte dos investidores, mesmo após o Banco Central Europeu (BCE) não ter sinalizado um cenário de baixa na taxa de juros tão cedo em 2024.
Os mercados asiáticos encerraram o último dia de negociações do ano com quedas leves, com exceção do mercado chinês, cujo resultado foi liderado pela valorização das empresas tecnológicas. Porém, no acumulado do ano, os índices da China apresentaram as maiores perdas, influenciadas pelas incertezas em relação ao modelo de crescimento do país. Em sentido contrário, apesar do índice Nikkei 225 do Japão ter fechado com queda de 0,22% no último pregão, no ano apresentou um crescimento de 28%, sendo assim o mercado de melhor desempenho na Ásia em 2023.
O resultado para o bolsa brasileira também foi positivo. Com um crescimento de 22,28% em 2023, o Ibovespa apresentou o melhor resultado dos últimos quatro anos. Se bem no último pregão do ano (dia 28) o índice IBOV se manteve estável, com uma leve queda de 0,01%, puxadas pelo setor energético e de minérios, esses mesmos setores foram também dos que mais se valorizaram no acumulado do ano. O setor financeiro, igualmente, fechou o ano em alta. Desta forma, para o início de 2024 são aguardadas as novas diretrizes para a política fiscal, após uma nova rodada de discussões dada a negativa do congresso em aceitar a proposta inicial do governo.
No último pregão noturno do ano (dia 29), os preços do complexo da soja caíram.
As projeções para a oferta mundial dos grãos da oleaginosa permanecem instáveis e em suspense, sendo o final de 2023 e as primeiras semanas de 2024 chaves para a próxima safra brasileira, maior exportadora do mundo e consequentemente importante na formação dos preços.
Com previsões climáticas mistas, se espera um alívio no Norte do Brasil com as chuvas esperadas nas duas próximas semanas, enquanto em partes do Centro-oeste a preocupação cresce dado um menor nível pluviométrico anunciado.
O milho apresentou igualmente queda nos preços.
Nos EUA, foi anunciado que a produção de etanol atingiu seu maior nível em dois anos, segundo as últimas estatísticas divulgadas pela Administração de Informação de Energia. Como consequência, os estoques do biocombustível estão fechando o 2023 atingindo seu maior nível desde abril deste ano, pressionando os preços do milho para baixo. O Meio Oeste foi o principal responsável pelo aumento, consolidando-se como a maior região produtora, enquanto as regiões das Costas Leste e Oeste permaneceram inalteradas.
Os preços do trigo apresentaram resultados mistos.
Num ano marcado pela retirada da Rússia da Iniciativa dos Cereais do Mar Negro em julho passado, mas que, em contrapartida, fez a Ucrânia criar o próprio corredor humanitário para transportar seus produtos agrícolas, os preços do trigo em 2023 fecham sustentados parcialmente pelas preocupações geopolíticas geradas pelo conflito entre os dois países.









