A semana começa (dia 08) com os índices futuros de ações operando em baixa em Wall Street. Ainda no que o mercado considera um balanceamento de ajuste acionário, dada a sobrevalorização em decorrência rally do final do ano passado, as atenções se centram na divulgação da inflação estadunidense na próxima quinta-feira (dia 11). Se o índice de preços ao consumidor nos EUA não tiver diminuído, as expectativas do mercado terminarão de se ajustar. Em pesquisas divulgadas hoje, no final de 2023 quase 100% do mercado esperava uma diminuição nas taxas de juros no primeiro trimestre de 2024, já hoje, essa expectativa se encontra agora ao redor de 60%, e pode continuar diminuindo caso a inflação não tenha baixado o suficiente.
Na Europa, as ações também iniciaram a segunda-feira com perdas. O índice Stoxx 600 caiu 0,3% com sinal negativo em todos os setores, mas principalmente nas ações de óleo e gás, que diminuíram quase 2,0%. A principal causa na queda do setor energético foi o anúncio dado pela Arábia Saudita, em relação à redução nos preços do petróleo bruto para os seus compradores, incluindo o seu principal mercado, que é o asiático.
Nos mercados da região da Ásia-Pacífico, os resultados foram mistos. Com as ações chinesas em queda, lideradas pela maior baixa registrada em Hong Kong. As perdas chinesas acenderam os alertas em relação aos temores do mercado respeito a se as medidas do governo chinês serão efetivas, uma vez que a desaceleração da economia pareceria ser a nova tendência. Em sentido contrário, o índice futuro do Nikkei 225 opera em alta apoiado por queda no iene japonês.
Finalmente, no Brasil, a semana começou com uma abertura em queda do índice futuro do Ibovespa. Por aqui, também existem consensos de que estaria havendo um ajuste técnico de início do ano. Em relação ao relatório Focus publicado pelo Banco Central agora há pouco, se observa uma manutenção na expectativa da inflação para 2024 em 3,90%, com um aumento no PIB esperado, que subiu para 1,59% em relação a 1,52% da semana passada.
O complexo da soja começou a semana em baixa.
Índices pluviométricos que indicam níveis de chuvas aceitáveis tanto no Brasil como na Argentina, continuam trazendo tranquilidade para um mercado que ainda espera uma oferta folgada da oleaginosa.
O preço do milho também diminuiu no último pregão noturno (dia 08).
Com liquidez nos futuros do grão no mercado de Chicago, a atenção continua nas previsões para os níveis de processamento, dado que as estimativas de oferta igualmente se mantêm estáveis e com abundância prevista.
Com forte diminuição, os preços do trigo começam a semana mantendo a tendência de queda.
Com bons níveis de chuva nas principais regiões produtoras, assim como vários centímetros de neve, as condições de umidade no solo são consideradas ótimas para a produção do trigo de inverno, o que contribuiu para a queda tanto nos contratos futuros, como no último pregão noturno, dado o excesso de oferta projetado.









