Com oscilação, o mercado acionário nos EUA apresenta hoje (dia 09) uma queda nos futuros das ações. Isso após uma recuperação no fechamento de ontem (dia 08), onde os principais índices (S&P500, Dow Jones e Nasdaq) fecharam em alta apesar do começo com desempenho negativo. Desta forma, se recuperaram ontem parte das perdas do início do ano, mas o mercado continua instável, aguardando os resultados da inflação estadunidense que será publicado na próxima quinta-feira.
Por sua parte, os mercados europeus também operam em baixa nessa terça-feira. Lideraram as perdas os setores de tecnologia e recursos básicos, que caíram 0,9% em ambos os casos. O setor financeiro também caiu, com uma redução de 0,8%. Freou o impacto de queda a recuperação das ações do gás e do petróleo, que subiram 0,8%. Na notícia econômica do dia, foi divulgado que a produção industrial alemã se reduziu no final do ano passado, apresentando assim o sexto declínio mensal consecutivo.
Os resultados na região da Ásia-Pacífico continuam mistos, mas algumas bolsas repercutiram positivamente os resultados de Wall Street. O grande vencedor de hoje foi o índice Nikkei 225 de Japão, que registrou um nova máxima em 33 anos. Os fabricantes japoneses de chip estivaram à frente dos resultados, apoiados nos ganhos acionários dos processadores para desktop nos EUA.
Repetindo a tendência estadunidense, o índice futuro do Ibovespa abriu o mercado hoje em baixa, após ter virado ontem para conseguir fechar em alta. No fechamento da segunda-feira, os ganhos foram liderados pelos setores de consumo e a indústria de transporte. Já nessa terça-feira, o setor de minérios opera em queda pela quarta sessão consecutiva, afetado pelo arrefecimento produtivo do setor siderúrgico chinês, que diminuiu o ritmo de abastecimento por uma diminuição na demanda do aço.
O complexo de soja apresentou resultados mistos no último pregão noturno (dia 09).
Sem grandes novidades nos fundamentos que movem os mercados, os investidores continuam atentos aos padrões climáticos mistos em solo brasileiros, já que algumas regiões indicam estresse por calor, como áreas centrais, enquanto outras se encontram recebendo bons níveis de chuvas, tais como o Norte do país, onde se anunciam precipitações por vários dias.
Sobre as exportações de soja nos EUA, o USDA indicou que os envios diminuíram 18% desde o início da temporada de comercialização da oleaginosa, que se inicia em setembro.
Ainda em queda, o preço do milho continua tendência de baixa.
Entre os fundamentos do mercado para a baixa, se encontra o entendimento de que a queda nos preços do petróleo acabou afetando também os preços das commodities utilizadas para produzir etanol e biocombustíveis.
O trigo também apresentou resultados mistos.
Nas suas últimas estatísticas publicadas, o USDA anunciou que as exportações de trigo estadunidenses tiveram uma queda de 12% de forma interanual, desde o início da temporada de comercialização, que começa em junho.









