Os futuros das ações nos EUA começam essa quarta-feira (dia 10) com resultados mistos, perto da estabilidade. Desta forma, o mercado opera com cautela, aguardando os resultados da inflação estadunidense, que serão publicados amanhã.
Na Europa, os mercados apresentam resultados negativos. As perdas foram encabeçadas pelos setores de construção, varejo e metais. Segundo a instituição alemã Deutsche Bank, o ano de 2024 será de transição para economia europeia, uma vez que a luta contra a inflação caminha junto de uma atividade econômica em contração. Se por um lado o ano começou com a Zona Euro com estagnação, sendo que em alguns casos pode ser considerada como uma recessão moderada, por outro, a expectativa para o segundo semestre é de um novo crescimento.
Na região da Ásia-Pacífico, os resultados na sua maioria foram de baixa, com exceção do índice Nikkei 225 do Japão, que continua confirmando seu maior nível das últimas três décadas. Lideram os ganhos japoneses os setores de eletrônicos, tecnologia da saúde, manufatura de cerâmicas e serviços de consumo.
Sem direção definida, o índice futuro do Ibovespa abriu hoje em queda, mas se recuperou pouco depois. Assim, o fechamento para hoje é incerto, após a queda no fechamento de ontem. Um setor-chave observado pelo mercado é o das mineradoras, que acumulam desvalorizações após o recuo no preço do minério de ferro por consequência da desaceleração na China.
Com recuo principalmente nos grãos da oleaginosa, os preços do óleo permaneceram estáveis.
Foi divulgada hoje a nova previsão de safra 2023/24 feita pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), com uma projeção ainda otimista, esperando o recorde de 155,27 milhões de toneladas, com base na série histórica da Companhia. Quando comparado com o relatório de dezembro, a redução foi de 5 milhões de toneladas. Desta forma, apesar do corte, a produção ainda aumentaria 0,4% de forma interanual.
Os preços do milho voltaram a cair no último pregão noturno (dia 10).
Entre os fundamentos do mercado, se ressalta especialmente que a pressão baixista nos preços está atrelada às condições climáticas no Brasil, que teriam resultado em perspectivas mais positivas para produção de milho safrinha no país.
Ainda com resultados mistos, o trigo sustenta tendência observada nos últimos dias, mas resultados negativos são maiores.
O clima favorável nos EUA é um dos principais fatores que continuam puxando os preços para baixo, principalmente nas planícies do sul, onde o trigo de inverno está hibernando com condições ótimas de umidade.







