Os futuros das ações abriram a sexta-feira (dia 12) sem direção definida em Wall Street. Após uma inflação norte-americana acima do esperado divulgada ontem, os fechamentos foram mistos na quinta-feira (dia 11). Enquanto o S&P500 teve uma redução de 0,07%, o Dow Jones teve um aumento de 0,04% e o Nasdaq ficou estável, sem variações. Desta forma, o mercado aguarda hoje a publicação dos preços ao produtor, que continuarão trazendo resultados para analisar o andamento da inflação nos EUA.
Na Europa, as ações continuam trajetória ascendente. Liderando os ganhos, estão as ações de petróleo e gás, que tiveram uma valorização após uma subida de 2,00% nos preços do petróleo. Este aumento aconteceu após ataques realizados pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha contra alvos militares Houthis no Iêmen, o que reacendeu o alerta de uma possível escalada no conflito do Oriente Médio. A milícia atacada vinha realizando investidas a barcos no Mar Vermelho, como apoio ao Hamas no conflito contra Israel. Além do setor energético, também subiram os setores de construção, mídia e varejo.
Na região da Ásia-Pacífico, os mercados continuam mistos, liderados por dois movimentos: a deflação chinesa e a expansão japonesa. As últimas estatísticas divulgadas indicaram que as exportações anuais chinesas caíram pela primeira vez em sete anos. Também foi indicado que o índice de preços ao consumidor caiu 0,3% em dezembro de 2023. Esses resultados contracionistas afetaram as principais bolsas do país, os índices Hang Seng de Hong Kong e CSI 300, que caíram. Contrariando essa tendência, o índice Nikkei 225 continua mantendo seu recorde no Japão, que espera para hoje a divulgação dos dados comerciais e de movimentos de conta-corrente, esperando fechar uma semana histórica de ganhos.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa começou a sexta-feira em queda. No fechamento de ontem, apesar da recuperação nas ações do setor de energia, o impulso não foi suficiente para compensar as perdas no setor de construção, assim como de alguns bancos. No dado econômico do dia, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicou que a produção industrial brasileira avançou em novembro passado. O estado de maior avanço foi o Paraná, com um crescimento de 5,40%. Em segundo lugar ficou São Paulo, que avançou 1,90% e voltou ao seu patamar observado no pré-pandemia.
O complexo da soja fechou em alta, sustentando a sua recuperação.
No dia em que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga o relatório WASDE, analistas não esperam grandes mudanças nas projeções de exportações, mas sim de variações nos estoques, que no caso da soja poderia ser o menor dos últimos três anos, e poderia continuar pressionando os preços para cima.
Os preços do milho se recuperaram no último pregão noturno (dia 12).
Em sentido contrário ao esperado para a soja, analistas indicam que, no caso do milho, o relatório WASDE poderia trazer o maior estoque dos últimos cinco anos nos EUA, mantendo a tendência de baixa observada nos preços.
Os preços do trigo também se recuperaram.
Nas últimas notícias da União Europeia, foi anunciada uma onda de frio em campos alagados por excesso de chuvas. Desta forma, com a plantação de trigo atrasada ou perdida em alguns campos, é provável que agricultores franceses e alemães optem por transferir hectares que seriam de trigo para plantações de cevada, milho e girassol quando as condições climatológicas melhorem.









