Os índices futuros das ações abriram em baixa nesta quarta-feira (dia 17) nos EUA. O movimento observado na abertura dos mercados segue os resultados de ontem, quando os principais índices finalizaram o pregão com quedas. Os investidores responderam principalmente às falas de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed), que indicou cautela da autoridade monetária estadunidense. Especificamente, as autoridades acreditam cada vez mais que o país está caminhando para uma estabilização da inflação, mas a redução nas taxas de juros somente ocorreria após a inflação se estabilizar em um nível de 2%.
O mercado acionário europeu também opera em baixa, com as atenções ainda voltadas para o encontro do Fórum Econômico Mundial, que está sendo realizado na Suíça. Inclusive, as declarações de Christine Lagarde, presidente do BCE, no início do dia de hoje, indicou que os cortes não acontecerão antes da estabilização da inflação na região da Zona do Euro também em 2%. Ainda, foi divulgado nessa quarta-feira o resultado da inflação no Reino Unido, que trouxe um aumento de 4% em dezembro em termos interanuais, surpreendendo o mercado, que esperava um recuo no nível de preços, e confirmando que a Europa ainda não finalizou o processo de estabilização dos preços.
Seguindo a mesma tendência da queda, os mercados na região da Ásia-Pacífico apresentaram perdas. A principal notícia que movimentou os investidores foi o resultado do crescimento da economia chinesa, com um resultado de 5,2% em 2023, abaixo do previsto pelos analistas. Esperava-se que a expansão da China se recuperaria mais rapidamente após a desaceleração causada pelo Covid, porém, o desaquecimento da demanda, a crise do setor imobiliário, e os riscos deflacionários acabaram freando o crescimento, que deverá passar a ser menor. Esta nova expectativa é apontada também como uma das responsáveis pelos resultados das bolsas estadunidenses e europeias.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa também opera em baixa nesta quarta-feira, após um fechamento negativo ontem. Com a maioria dos setores em queda, o setor energético apresentou uma das maiores desvalorizações, puxado pela diminuição no preço internacional do petróleo. Também repercutiu o resultado negativo nas bolsas dos EUA. Já hoje, a notícia da desaceleração chinesa está afetando os preços do minério de ferro.
O complexo da soja fechou em baixa no último pregão noturno (dia 17).
Nas atualizações da indústria, a Associação dos Processadores de Oleaginosas (NOPA) dos EUA, indicou no seu último relatório que um novo recorde foi alcançado no nível de esmagamento em dezembro passado, confirmando uma oferta folgada e atingindo os preços, que retrocederam, perdendo os ganhos conquistados ontem.
Os preços do milho continuam com tendência de baixa, afetados pelas expectativas de oferta folgada.
Nas últimas estatísticas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foi indicado que as inspeções de milho para exportação diminuíram na última semana. Assim, na semana encerrada no dia 11 de janeiro, o volume observado foi de 875.621 toneladas, o que indica uma queda de 1,09 milhão de toneladas quando comparadas com a semana anterior.
Os preços do trigo voltaram a retroceder.
Na notícia do dia, um grupo de países que reúne Polônia, Romênia, Bulgária, Hungria e Eslováquia pediu em carta enviada para a Comissão Europeia a inclusão de impostos nas importações do trigo ucraniano, uma vez que os agricultores desses países não estão conseguindo competir com os preços ucranianos. Desta forma, novas tensões surgem em relação à competitividade dos grãos produzidos na região do Mar Negro.







