A semana começa (dia 29) com cautela em Wall Street, onde os índices futuros de ações operam mistos. Por um lado, o índice Dow Jones apresenta queda, enquanto os índices S&P500 e Nasdaq 100 conseguem leves altas. A agenda semanal é considerada importantes por dois motivos: por um lado, cinco das sete principais empresas estadunidenses de tecnologia, divulgarão seus balanços, e, por outro lado, o Comitê Federal de Mercado Aberto fará a sua primeira reunião do ano. Por tanto, os grupos econômicos mais relevantes para o crescimento do mercado acionário indicarão as expectativas para os lucros nos próximos meses, enquanto a autoridade monetária indicará os caminhos para a taxa de juros, que se espera seja mantida nos níveis atuais (entre 5,25% e 5,50%).
Nas bolsas europeias, a segunda-feira apresenta igualmente resultados mistos. Enquanto uma das quedas em destaque é do setor automobilístico, por sua vez as ações do petróleo e do gás sobem puxadas pelos preços internacionais em ascensão. Após uma nova escalada nas tensões no Mar Vermelho, as autoridades dos países envolvidos anunciaram negociações para um cessar fogo temporário.
Já nos mercados da região da Ásia-Pacífico, a semana começa também com resultados mistos, estremecida pelas últimas notícias da China. Uma das principais empresas do setor imobiliário chinês, conhecida por ser um símbolo do crescimento econômico do país, teve a sua liquidação decretada por um tribunal de contas. Desta forma, apesar dos anúncios feitos pelas autoridades em relação aos estímulos previstos para o setor, o mercado reacendeu os alertas em relação às possibilidades reais de recuperação, mesmo com a empresa em questão tendo afirmado que a liquidação é somente para a unidade de Hong Kong.
No mercado local, a semana se inicia otimista, com o índice futuro do Ibovespa operando em alta, buscando repetir o fechamento positivo conseguido na sexta-feira passada (dia 26). Se espera que tanto o aumento nos preços internacionais do petróleo, como no minério de ferro, continue sustentando os resultados positivos. Para a quarta-feira (dia 31), está prevista a divulgação do nível da taxa de juros de referência pelo Banco Central do Brasil.
A semana começa com queda para o complexo da soja, onde os preços dos grãos atingiram seu nível mais baixo em dois anos.
Enquanto o mercado continua esperando uma boa produção tanto para o Brasil como para a Argentina, nos EUA alguns analistas esperam que as exportações possam ajudar a aliviar o excesso de oferta local previsto.
Os preços do milho continuam igualmente em baixa.
Analistas estadunidenses esperam para o milho o mesmo que a soja, em um movimento denominado de “pouso suave” em relação aos preços. Com uma oferta maior do que demanda, se espera que os preços convirjam para uma posição de equilíbrio, que se estabilize em torno ao custo de produção.
Lembrando que, a projeção para as exportações de milho estadunidense em 2024, segundo o Departamento de Agricultura (USDA), é de 53,53 milhões de toneladas (superiores aos 42,19 milhões de toneladas de 2023), que se espera seja demandada pela expansão do Sudeste Asiático, além do tradicional mercado mexicano, responsável por aproximadamente a metade das compras.
Os preços do trigo também caíram, mostrando uma tendência de queda contínua pelo enfraquecimento da demanda mundial.
Em novas atualizações sobre a previsão para a produção russa, analistas aumentaram em quase 1 milhão de toneladas o ajuste, ficando assim a oferta do país em 92,2 milhões de toneladas. Desta forma, os preços poderiam ficar mais pressionados no final do primeiro trimestre de 2024, com o início da colheita no país.
Outra notícia importante foi a aprovação da Argentina como exportadora de trigo no mercado chinês, o que acirrará ainda mais a competição com os trigos estadunidense e europeu que também competem pelo destino asiático.









