Sem grandes novidades, a terça-feira (dia 30) começou sem direção definida, mas passou a observar depois leves baixas nos índices futuros de ações. Os investidores aguardam a reunião do Federal Reserve (Fed) que começa hoje e deve anunciar a decisão sobre o nível das taxas de juros amanhã.
Na Europa os mercados sobem, alavancados pelos ganhos do setor financeiro e de mídia. Nos dados econômicos divulgados no dia, a Alemanha apresentou uma contração nos três últimos meses do ano passado, o que deixa a maior economia europeia à beira da recessão. O crescimento na Zona do Euro é misto: enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) alemão teve uma redução de 0,3% no quarto semestre de 2023, a economia francesa teve uma estagnação no mesmo período (0% de variação), enquanto as economias italiana e espanhola cresceram, respectivamente, 0,2% e 0,6%.
Os mercados da região da Ásia-Pacífico operam novamente mistos, porém hoje há mais índices com perdas. A notícia da quebra de uma empresa que já foi considerada uma das mais importantes do setor imobiliário chinês, continua repercutindo nos mercados.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa abre o dia em queda, seguindo os resultados do fechamento de ontem, quando fechou no negativo. Como principal causa das perdas de ontem, está o pedido de recuperação judicial de uma empresa do setor aéreo, cujas ações serão retiradas tanto da bolsa brasileira, assim como de outras bolsas estadunidenses onde seus papéis eram negociados. Entre as notícias econômicas do dia, o Relatório Focus do Banco Central do Brasil indicou que os agentes de mercado consultados, esperam um corte na taxa Selic de 0,50%, como prévia da reunião do Comitê de Política Monetária, que também deverá anunciar a sua decisão amanhã. Lembrando que a taxa de juros de referência se encontra em 11,75%, e o mercado espera uma redução que situe a mesma em até 9,00% para o final de 2024.
Os preços dos grãos e do farelo se recuperaram, mas o óleo continua em baixa.
Sobre a Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosario indicou que, com a recuperação esperada da produção, não precisarão importar para moagem o mesmo nível requerido em 2023, o que afetará o comércio sul-americano. Lembrando que a queda no processamento no ano passado foi de 29%, ficando em 27 milhões de toneladas, o nível mais baixo desde 2004. Para cumprir com a obrigações, o país tinha aprovado um regime de importação temporária, onde volumes recordes foram trazidos principalmente do Brasil e do Paraguai.
O milho fechou novamente em baixa no último pregão noturno (dia 30).
A queda nos preços está sustentada na confiança do mercado em uma oferta estável e uma diminuição na demanda estadunidense no setor de biocombustíveis. Desta forma, até um aumento da demanda interna estadunidense, ou de um efetivo aumento nas exportações do milho estadunidense, os preços deverão manter sua tendência atual, ainda mais com as boas perspectivas para a próxima safrinha sul-americana.
Os preços do trigo igualmente continua caindo.
Na bolsa de Paris, o trigo continua atingindo novas mínimas contratuais, puxado principalmente pelas incertezas em relação às exportações. Se bem se esperava que o Norte de África demandasse mais, como tinha acontecido no final do ano passado, os pedidos não chegaram conforme o esperado. Além do que, os preços do trigo russo perderam parte da sua vantagem com relação ao trigo europeu nas últimas semanas, ainda assim continua sendo mais barato.









