A semana começa (dia 05) com os índices futuros das ações operando em baixa nos EUA. Os ânimos foram afetados por uma entrevista concedida por Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), no domingo, onde indicou que as taxas de juros não serão diminuídas antes de março. O mercado estadunidense possui uma agenda carregada entre segunda e terça-feira, com os balanços de empresas automobilísticas e do setor alimentício sendo publicadas.
Já os mercados europeus abriram em ligeira alta hoje. Com o índice regional Stoxx 600 mantendo-se quase estável, com uma variação positiva 0,2%, os destaques do dia foram as subidas das ações do setor de alimentos e bebidas, face à queda das ações automobilísticas.
Com a maioria das bolsas operando em queda na região da Ásia-Pacífico, somente o índice Nikkei 225 conseguiu fechar em alta no Japão. Na China, apesar dos esforços do governo para impulsar a recuperação da economia, os mercados mantêm uma confiança oscilante em relação a isso. Apesar de um relatório publicado hoje, ter indicado o crescimento do setor de serviços chinês, ele não foi suficiente para reverter os resultados no mercado de valores.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abre em alta hoje, mas no exterior o índice EWZ (Ibovespa em dólar) abriu em baixa. Após recesso parlamentar, o Senado começa hoje o ano legislativo, com agenda cheia em relação às pautas da política fiscal, em ano que terá eleições municipais. Já o Banco Central, que costumava publicar o Relatório Focus nas segundas-feiras, entregará o documento amanhã, ainda como repercussão dos servidores que buscam uma reestruturação da carreira.
A semana começou com novos recuos nos preços dos grãos e do farelo de soja, e com comportamento misto para o óleo.
Continua exercendo pressão a fraca demanda das exportações estadunidenses. Como publicado na semana passada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os envios finalizados em 25 de janeiro foram os mais baixos desde maio do ano passado.
Além disso, as notícias de que a safra argentina está com 90% das áreas com condições normais ou excelentes, exercem tranquilidade perante uma oferta mundial que seria maior do que a demanda.
Os preços do milho diminuíram no último pregão noturno (dia 05).
Os preços do petróleo, que permanecem instáveis, sofreram uma nova queda. Após novos ataques anunciados no final de semana pelos EUA no Oriente Médio, os valores do barril de petróleo geraram pressão nos preços dos combustíveis, que repercutiu nos valores do milho.
Os preços do trigo caíram.
Com os preços do trigo russo começando a semana abaixo do nível de US$ 230 por tonelada, o mercado analisa agora se isso poderia inclusive cair para US$ 220/ tonelada, frente aos sinais nas últimas subastas de preços nas quais os russos sinalizaram que estariam dispostos a continuar abaixando seus preços. Desta forma, o mercado internacional segue pressionado pelo maior exportador do mundo.









