O mercado acionário estadunidense se mantém sem grandes oscilações. Com os futuros dos índices das ações apresentando leve baixa hoje (dia 07), os resultados no fechamento de ontem foram positivos, porém limitados. O movimento observado nos últimos dias mostra como o mercado pode manter-se mais estático, ou inclusive apresentar alguma volatilidade, dado que os investidores continuam indecisos sobre as apostas em ativos de renda variável.
Nos mercados europeus se observa a mesma incerteza, e nesta quarta-feira a maioria dos setores são negociados em território negativo. Entre as ações que apresentaram ganhos estão as dos setores de luxo e automobilístico, mas puxaram os resultados para baixo as perdas nas ações dos setores farmacêuticos e de gás e petróleo.
Na região da Ásia-Pacífico, o dia foi de recuperação, com grande parte das bolsas fechando em alta, com duas exceções. No Japão, o índice Nikkei 225 apresentou baixa após os balanços de algumas empresas serem apresentados. Igualmente em queda, o índice Hang Seng de Hong Kong permanece instável, diante das preocupações em torno da recuperação do setor imobiliário.
Por sua vez, o índice futuro do Ibovespa abriu em baixa. No fechamento de ontem, o índice IBOV registrou alta, ainda alavancado pelos resultados positivos do setor financeiro. Segundo os investidores, apesar das oscilações nos últimos dias, em parte motivados pelas tendências do mercado internacional, o mercado acionário brasileiro possui condições para manter o patamar atual e inclusive continuar crescendo.
Com resultados mistos, o principal recuo do último pregão noturno (dia 07) foi para os grãos, seguido pelo farelo de soja. Já o óleo apresentou leves ganhos.
Os investidores aguardam o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será publicado amanhã, onde ajustes para baixo são esperados na produção brasileira.
Enquanto a colheita de soja no Brasil continua, a StoneX divulgou o acompanhamento quinzenal de comercialização de grãos, onde as vendas da safra 2023/24 atingiram 30,5%, enquanto as da safra 2022/23 estão em 95,2%.
Os preços do milho apresentaram perdas, mantendo a instabilidade dos últimos dias.
Também se espera uma redução para a produção brasileira de milho no relatório WASDE do USDA amanhã.
Já no mercado internacional, a oferta do milho é mais abundante do que a soja, e a baixa nos combustíveis contribuiu igualmente para continuar puxando os preços do grão para baixo.
Novamente em queda, os preços do trigo apresentaram baixas, principalmente em Chicago.
Na França, uma nova estimativa indica que a produção de trigo poderia atingir novas mínimas dos últimos vinte anos, à medida que o plantio está atrasado por condições mistas no campo. No entanto, o superavit na região do Mar Negro ainda seria maior do que a redução na produção europeia, pelo que a pressão nos preços continuaria.







