Na finalização desta semana (dia 16), os índices futuros das ações operam mistos nos EUA. Sem grandes variações e com resultados estáveis no mercado acionário, os investidores aguardam hoje a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) estadunidense.
Se espera um fechamento semanal positivo para a Europa, que estende nesta sexta-feira os resultados positivos de ontem. Os bons rendimentos nas atualizações dos lucros e as expectativas de cortes nas taxas de juros dada a desaceleração das principais economias, são os destaques que impulsam o bom momento das ações. Após a divulgação ontem de que o Reino Unido está em recessão técnica, foi divulgado hoje que as vendas do varejo no primeiro mês de 2024 foram acima do esperado, dando um sinal positivo no setor que justamente foi o de maior decrescimento em dezembro de 2023.
Com as bolsas na China continental ainda fechadas pelo feriado que acaba hoje, a região da Ásia-Pacífico apresenta resultados positivos. Com a liderança do índice Hang Seng em Hong Kong, o índice Nikkei 225 do Japão também se destacou, ficando perto de alcançar seu máximo nível já registrado.
Para o mercado acionário brasileiro, a sexta-feira opera em terreno positivo, com o índice futuro do Ibovespa ampliando ganhos. A maioria dos setores está em alta, repercutindo positivamente a divulgação do Índice Geral de Preços-10 (IGP–10) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que indicou uma redução de 0,65%, após uma subida de 0,42% no relatório do mês anterior.
Os preços dos grãos e do farelo de soja se recuperaram no último pregão noturno (dia 16), enquanto o óleo continua em baixa.
Apesar do Fórum Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ter indicado ontem um aumento esperado na produção e nos estoques da oleaginosa na safra 2024/25, os preços tiveram uma leve subida.
Sobre as exportações de soja estadunidense, ontem, o USDA, indicou que as vendas semanais aumentaram 4%. Os principais destinos foram China, Espanha e Japão.
Sem conseguir uma recuperação, os preços do milho fecharam novamente em queda.
Apesar de o Fórum Agrícola de ontem ter mencionado que se espera uma redução na área plantada de milho para a próxima safra nos EUA, a notícia não foi suficiente para tirar os preços do terreno negativo, mas freou a queda.
No caso do milho, as vendas semanais estadunidenses aumentaram 7%. Segundo o USDA, o México continua sendo o principal comprador, seguido pela Colômbia e Honduras, mostrando a importância dos mercados latino-americanos para o cereal estadunidense.
Mantendo a tendência de queda, os preços do trigo apresentaram nova baixa.
Com a forte pressão exercida pela competitividade e o excesso da oferta da Rússia, os preços futuros do trigo em Chicago alcançaram seu mínimo dos dois últimos meses e meio. A oferta abundante na região do Mar Negro continua liderando nos leilões, que venceram mais uma vez ontem uma demanda egípcia pelo cereal.









