Em alta, os índices futuros das ações se recuperam hoje (dia 22) nos EUA. O aguardado balanço de uma empresa líder no setor de chips reacendeu as expectativas em torno aos ganhos da inteligência artificial (IA). Contrariamente ao sentimento inicial de que a IA poderia estar perto de atingir o seu teto, agora o mercado espera uma expansão contínua para os próximos meses.
Também operando em alta, as ações europeias também refletiram o ocorrido no mercado estadunidense, ao ver as ações do setor tecnológico subiram igualmente. O otimismo foi tamanho entre os investidores, que o índice regional Stoxx 600 alcançou seu máximo nível em 2024.
Seguindo a tendência global altista, as ações na região da Ásia-Pacífico também apresentam resultados positivos. O destaque do dia foi para o Japão, onde o índice Nikkei 225 subiu mais de 2% e superou seu recorde atingido em 1989.
O mercado acionário brasileiro responde, igualmente, de forma positiva aos movimentos do exterior, com o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abrindo em alta. Se espera para hoje o balanço da Vale, uma das empresas que mais pesam no índice, onde as expectativas em relação aos lucros do último exercício esperam ver ganhos acima do esperado. Em relação ao Relatório Focus do Banco Central, os agentes consultados esperam ainda que a taxa de juros (Selic) feche o 2024 em 9%. As mudanças nesta semana foram para o PIB, que subiu até 1,68% para este ano, em comparação ao 1,60% projetado na semana passada. E em sentido contrário, a projeção para a inflação (IPCA) desceu para 3,81% (comparado ao 3,82% anunciado no último documento).
Em baixa, o complexo da soja fechou o último pregão noturno (dia 22) com perdas.
Em um mercado oscilante, as altas a e baixas continuam seguindo de perto as atualizações sul-americanas. Neste sentido, uma nova atualização foi feita pela Bolsa de Comércio de Rosário, indicando 49,5 milhões de toneladas para a safra argentina 2023/23. O ajuste vem após terem indicado que, inclusive, poderiam se esperar mais de 51 milhões de toneladas. De qualquer forma, o resultado ainda implica a recuperação do país.
Com leve recuperação, o preço do milho conseguiu fechar positivamente.
Sem grandes mudanças nos fundamentos do mercado, e esperando-se uma oferta mundial abundante, principalmente nos principais exportadores, EUA e Brasil, os preços tinham sido puxados no começo da semana para seu menor nível dos quatro últimos anos.
Em alta, os preços do trigo avançam.
Na semana passada, houve pouca incidência de chuvas no Sul e Sudoeste dos EUA, onde o trigo de inverno está hibernando. Mas, até o presente momento, a umidade do solo ainda se mantém em bons níveis, sem afetar a produtividade potencial.
Na Europa, continuam as reduções para a produção de trigo, principalmente na França, que sofreu novo corte. Se espera agora que a safra 2024/25 seja de 123,2 milhões de toneladas, frente aos 125,8 milhões de toneladas do ano anterior. No entanto, pelo excedente russo, essas baixas europeias seriam compensadas pelo excedente dos maiores exportadores do mundo.







