A terça-feira começa com os índices futuros das ações em alta nos EUA. Recuperando parte das perdas de ontem, e com uma agenda econômica pouco movimentada, os investidores continuam aguardando com cautela a atualização da inflação estadunidense.
Na Europa, o resultado é misto, com maioria em alta. O destaque foi para a queda do índice IBEX 35 na Espanha, onde as perdas de um banco importante acabaram puxando as ações do setor financeiro. Já o índice regional STOXX 600 apresentou alta, liderado pela recuperação do setor de mineração.
Por sua vez, na região da Ásia-Pacífico, os mercados também operam mistos, com a maioria igualmente em alta. A exceção foi Coreia do Sul, onde medidas anunciadas pelo governo sul-coreano, para tornar as empresas mais competitivas, foram recebidas como insuficientes pelos investidores. Os títulos do país costumam pagar dividendos menores quando comparados aos seus pares asiáticos, e, segundo o governo, o plano é começar a implementar regras similares às do Japão nas empresas cotadas em bolsa.
Finalmente, no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta. Localmente, animou o mercado a divulgação de uma inflação prévia menor que a esperada. O índice IPCA-15, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é considerado um bom indicativo anterior à publicação da inflação geral. O relatório de fevereiro indica que o índice subiu quando comparado a janeiro, de 0,31% para 0,78%. Contudo, o resultado é menor do que aquele projetado inicialmente pelo mercado, que esperava 0,82%. O destaque no fechamento de ontem foram os frigoríficos, que apresentaram as maiores altas negociadas.
O complexo da soja avançou com resultados positivos, principalmente nos preços dos grãos, no último pregão noturno (dia 27).
Sem mudanças nos fundamentos, atualizações climáticas no Brasil e na Argentina são seguidas de perto pelo mercado. Na notícia do dia, foi informado que navios com soja brasileira partiram para os EUA, sendo os embarques os primeiros desde o verão passado.
Com leve alta, os preços do milho obtiveram igualmente resultados positivos.
Uma questão relevante e bastante comentada no mercado, hoje, é como o mercado estadunidense administrará seus estoques do cereal, uma vez que os pecuaristas, agentes chave na demanda interna, reduziram o rebanho para o nível mais baixo em sete décadas.
Outra notícia bastante comentada, foram as compras de milho ucraniano para a China, que tinha diminuído as suas compras desde o início do conflito no Mar Negro, mas que aparentemente pretende voltar a ser um dos principais compradores do país. O volume da negociação não foi especificado, mas acredita-se que sejam, pelo menos, 240 mil toneladas.
Em alta, os preços do trigo recuperaram parcialmente as perdas de ontem.
Também sem grandes mudanças no mercado, as novidades do dia estão no seguimento das plantações de inverno nos EUA, onde se avaliam os possíveis impactos de um clima mais seco no sul do país. No Kansas, maior estado produtor do país, as condições seriam melhores, reportando-se que 57% da colheita está em condições boas ou excelentes, comparados aos 52% da colheita anterior.









