Nos Estados Unidos, os principais índices com atividade em Nova York operam sem direção única na manhã desta segunda-feira, 17 de março. A taxa de câmbio do real apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,72 (10h15min), em linha com o movimento externo de avanço de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, após as vendas do varejo americano crescerem apenas 0,2% em fevereiro, abaixo da estimativa mediana de 0,6%, porém acima da retração de 1,2% de dezembro. O dado ajuda a consolidar apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que contribui para um enfraquecimento global do dólar. Adicionalmente, o anúncio de estímulos econômicos chineses para impulsionar a demanda doméstica ajuda a impulsionar o desempenho desses ativos ao melhorar as expectativas para o crescimento do país em 2025.
Na região da Ásia e Pacífico, os índices futuros, em geral, avançavam na segunda-feira, após novas medias do governo chinês com o intuito de reavivar o consumo. Entre os mercados europeus, a tendência também é altista.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com alguns ganhos, mas sem muita força até o momento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de janeiro avançou 0,89% em janeiro, acima da estimativa mediana de 0,22% e da leitura de dezembro, de -0,60%. No acumulado em 12 meses, o indicador recuou de 3,88% em dezembro para 3,82% em janeiro. Considerado uma prévia do PIB, o crescimento acima do esperado em janeiro sugere que a atividade econômica permanece mais resiliente. Dessa forma, ao diminuir preocupações de que o crescimento brasileiro possa se desacelerar rapidamente, o indicador reforça apostas de altas rápidas para a taxa básica de juros (Selic), contribuindo para o fortalecimento do real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os preços futuros adquirem alguns ganhos curtos, puxados pela alta nos preços do trigo, mas influenciados também pelo enfraquecimento do dólar no mercado global.
No entanto, preocupações relacionadas à política tarifária adotada pelos Estados Unidos nas últimas semanas, têm limitado os ganhos no setor.
Os futuros do milho se comportam de forma semelhante aos da soja, puxados por ganhos do trigo e por um enfraquecimento global do dólar, o que torna os produtos estadunidenses mais baratos no comércio internacional, dando-lhes alguma margem para alta.
Porém, da mesma forma que para a soja, as tarifas comerciais impostas pelo governo Trump têm atuado como fator limitante aos futuros do grão.
Os preços futuros do trigo encontraram algum suporte em meio às condições climáticas adversas em algumas regiões produtoras nos Estados Unidos. O clima seco atinge as lavouras de trigo, nos cinturões de grãos do país. Além disso, a ocorrência de tempestades de vento têm sido outro fator de ameaça às plantações, podendo interferir na sua produtividade.
Além disso, uma redução nas exportações russas do cereal, bem como um dólar enfraquecido internacionalmente, também contribui para as altas nos preços futuros do trigo.






