Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operação em Nova York iniciam a segunda-feira, 24 de março, com alguns ganhos. Após abrir a sessão em baixa, a taxa de câmbio do real inverteu seu sentido para alta nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,76 (10h10min). Investidores reagem às reportagens da Bloomberg e do Wall Street Journal de que o governo americano pode adotar uma abordagem mais direcionada na efetivação das tarifas de importação prometidas para o dia 02 de abril. Nesse dia, o presidente do país, Donald Trump, prometeu elevar os impostos sobre todas as importações de cobre, automóveis, semicondutores, produtos farmacêuticos, madeira e produtos florestais, bem como adotar “tarifas de reciprocidade” sobre outros países e encerrar a suspensão de tarifas sobre produtos do México e Canadá. As reportagens de imprensa, contudo, afirmam que Trump deve anunciar apenas as tarifas de reciprocidade sobre um conjunto de economias, sem aplicar nenhuma sobretaxa sobre setores específicos. Embora isto ainda represente uma elevação considerável das barreiras comerciais pelos EUA, esta postura seria bem menos agressiva que o prometido pelo presidente americano e pode ajudar a diminuir as preocupações recentes quanto à possibilidade de impactos negativos das tarifas sobre o crescimento da economia do país. Por outro lado, esta discussão também mostra o grau de incerteza e imprevisibilidade que existe sobre a condução das políticas econômicas americanas, com pouca clareza sobre os objetivos buscados, as estratégias que serão aplicadas e o cronograma das mudanças. Nesse cenário de incertezas, observa-se um desempenho favorável de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de economias emergentes, embora o real vá na contramão dessa tendência e apresente enfraquecimento na sessão. Para acompanhar com mais detalhes a atividade dos mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas avançam em sua maioria, enquanto na Europa, observa-se um movimento contrário, com os mercados operando no campo negativo. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a semana com ganhos. Os investidores devem estar atentos às notícias relacionadas à viagem do presidente e de outras autoridades brasileiras ao Japão.
Os preços futuros da soja iniciaram a segunda-feira, 24 de março, com algumas perdas, mas logo se recuperaram e passam a operar com ganhos na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, para a sigla em inglês). O movimento ainda incerto dos mercados se deve às preocupações de que as tarifas de importação dos Estados Unidos tenham efeitos negativos sobre a comercialização dos produtos estadunidenses, reduzindo a demanda por grãos do país.
No mercado do milho, os futuros não demonstram a mesma tendência de recuperação observada para a soja, iniciando o pregão ainda com algumas perdas. Os principais determinantes para este mercado estão relacionados à tensão causada pelas tarifas comerciais que estão previstas para começar a valer a partir do início do mês de abril. Os investidores temem que as novas políticas comerciais estadunidenses acabem afastando possíveis compradores para o milho estadunidense, a partir de medidas retaliatórias por parte de países afetados.
No mercado do trigo, o impacto das tarifas não deve ser tão forte quanto o observado para outros produtos, no entanto, os futuros do cereal também recuam na manhã desta segunda-feira, 24 de março. O principal fundamento que pressiona os preços do trigo nesta manhã é o câmbio. A forte tendência de alta do dólar enfraqueceu o trigo, devido a redução na competitividade internacional do produto estadunidense.
Além disso, a baixa demanda por embarques de trigo, relatada no relatório de vendas de exportação dos EUA, na última quinta-feira, 20 de março, também limita os ganhos do cereal nesta sessão.








