A segunda-feira (14), inicia positiva entre os mercados mundiais, incluindo no Brasil, como uma manhã de alívio global. A taxa de câmbio do real apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,84 (10h20min), em linha com o movimento externo de recuperação de ativos arriscados após a Casa Branca anunciar, na sexta-feira, a isenção de tarifas de importação para celulares e componentes eletrônicos vindos da China. Durante o fim de semana, entretanto, o governo americano esclareceu que a isenção se aplica apenas sobre o valor de tarifas “recíprocas”, de 125%, e que esses produtos ainda precisarão pagar 20%. Adicionalmente, o presidente do país afirmou a repórteres que anunciará esta semana novas tarifas para todo o segmento de semicondutores esta semana, mas que haverá uma “flexibilidade” com algumas empresas do setor. Mesmo diante da incerteza expressiva sobre a condução da política comercial americana, investidores mostram um maior otimismo e apetite por riscos diante do novo recuo da Casa Branca, o que impulsiona o desempenho de ativos arriscados como ações, commodities e moedas de economias emergentes, como o real. Para acompanhar as atualizações no mercado global no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os preços futuros também iniciaram a semana com algumas forças baixistas, influenciados, principalmente pelas previsões de chuva nas regiões produtoras da oleaginosa nos Estados Unidos, que favorecem um cenário de produção ampliada. Apesar das perdas curtas que a soja tenha apresentado inicialmente, o seu fechamento no pregão noturno foi positivo.
O mercado segue atento às atualizações sobre a guerra comercial instaurada desde que o governo estadunidense anunciara suas tarifas a uma série de parceiros comerciais, com muitos desdobramentos posteriormente. O cenário incerto desencadeou um enfraquecimento global do dólar que, por sua vez, propiciou ganhos aos produtos estadunidenses devido ao aumento da sua competitividade internacionalmente.
No mercado do milho, o movimento dos preços em Chicago é semelhante ao que se observou para a soja, com a diferença de que o milho não se recuperou, encerrando o mercado noturno com algumas perdas. As motivações são as mesmas para todo o setor de grãos, praticamente, com as previsões de chuva atuando como fator baixista para os preços, dados os seus benefícios para a produção nacional. Além disso, o mercado ainda segue avesso aos riscos, considerando toda a instabilidade em torno do comércio internacional. O enfraquecimento da moeda americana foi um dos poucos fatores de sustentação ao setor, por tornar as exportações estadunidense mais competitivas no exterior, dando alguma margem para ganhos aos comerciantes.
Na B3, o milho encerrou a semana com ganhos, mesmo com grandes oscilações ao longo dos dias. O que se observou foi uma maior disposição dos agricultores em vender parte da sua produção, dadas as grandes flutuações no dólar e nas próprias cotações do milho.
Os preços futuros do trigo recuaram um pouco na manhã desta segunda-feira (14), pressionados pela previsão de chuvas que devem atingir o cinturão produtor de grãos dos Estados Unidos. As previsões trazem um alívio para a safra de inverno, em desenvolvimento no país atualmente.
Além disso, os mercados operam em clima de aversão ao risco após toda a instabilidade gerada pela política tarifária estadunidense. Na semana passada, o enfraquecimento do dólar impulsionou ganhos consideráveis para a commodity.







