Nos mercados mundiais, prevalece um sentimento otimista na manhã desta quarta-feira (23), com as bolsas operando no campo positivo nos Estados Unidos, Ásia e Europa. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) também iniciou as operações do dia com ganhos. A taxa de câmbio do real operava em queda nas primeiras operações dessa quarta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,68 (10h00min). O avanço da moeda brasileira nesta manhã acompanha a valorização de ativos considerados de maior risco, como ações, commodities e moedas de economias emergentes, em resposta a um alívio momentâneo no ambiente internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera. Durante coletiva de imprensa, Trump afirmou que não possui intenção de demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, esclarecendo que apenas estaria “suavemente sugerindo uma ou duas reduções na taxa de juros”. Trump também sinalizou que as tarifas atualmente aplicadas sobre produtos chineses — consideradas excessivamente elevadas — seriam “substancialmente” reduzidas em breve. Tais declarações contrastam com o tom agressivo adotado no início da semana, quando críticas renovadas ao Federal Reserve repercutiram negativamente nos mercados financeiros, resultando em perdas generalizadas para ativos americanos. A reação moderada de Trump parece, portanto, ter sido interpretada pelos agentes econômicos como um indicativo de arrefecimento nas tensões geopolíticas, especialmente no que se refere à guerra comercial entre Estados Unidos e China. Ainda assim, os investidores permanecem cautelosos quanto à persistência dos conflitos comerciais e seus possíveis desdobramentos sobre o desempenho das economias centrais, bem como sobre a desaceleração da economia global.
Nesse sentido, novas manifestações de dirigentes do Federal Reserve, ao longo do dia, além da divulgação de indicadores de atividade econômica para os EUA, deverão permanecer no centro das atenções do mercado. Dentre os dados aguardados, destaca-se a prévia dos Índices de Gerentes de Compras (PMI) dos setores industrial e de serviços dos Estados Unidos, referentes ao mês de abril, divulgados pela S&P Global. Tais indicadores são utilizados como termômetro da confiança empresarial e da dinâmica da atividade econômica. Caso as falas dos dirigentes ou as divulgações reforcem a percepção de uma conjuntura de desaceleração da economia em meio à incertezas crescentes, é possível que elevem os temores de uma desaceleração da economia americana, o que tende a favorecer ativos considerados "porto-seguros", limitando ganhos de ativos arriscados, como o real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais ao longo do dia, acesse a Abertura de Câmbio.
A soja acumula algumas perdas na manhã desta quarta-feira (23), alcançando suas máximas dos últimos dois meses, impulsionada por um alívio momentâneo nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China.
Os mercados reagiram positivamente às falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não tinha planos de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, após alguns desentendimentos relacionados à condução da política monetária estadunidense. Além disso, os investidores também viram com bons olhos a sugestão de Trump de que poderia reduzir as tarifas impostas às importações com origem chinesa.
No mercado do milho, os preços operam pressionados, na manhã desta quarta-feira (23), devido às previsões de chuva para a região do Centro-Oeste dos Estados Unidos. A conjuntura indica que a ocorrência das chuvas apenas nesta região não deve prejudicar a continuidade do plantio no país ao longo das próximas semanas.
Na B3, os futuros do milho operam em linha com o movimento observado em Chicago. As quedas são observadas, principalmente, devido à pressão exercida pelo dólar e pelo avanço da safra nos Estados Unidos e no Brasil.
Os preços do trigo se valorizavam ao longo da sessão, mas encerraram com algumas perdas curtas. O serviço de monitoramento de safras da União Europeia (MARS), informou um número ligeiramente superior para a produtividade esperada do trigo mole para a safra corrente na região. No entanto, o órgão alertou sobre as condições de seca que atingem a parte mais ao norte do bloco, acendendo um sinal de alerta para o desenvolvimento da safra.







