Os mercados internacionais operam, em geral, com ganhos. Na Ásia algumas bolsas encerraram a quinta-feira (08) no campo negativo. . Nesta manhã, investidores aguardam em compasso de espera pela coletiva de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, em que deve anunciar o primeiro acordo comercial do país após a imposição de tarifas de importação a uma série de parceiros no dia 2 de abril. O país contemplado, o Reino Unido, foi recentemente descrito por Trump como “grande e altamente respeitado país”, em referência ao histórico e à relevância da parceria bilateral. Com isso, agentes de mercado veem o acordo como possível modelo de referência (“cenário-base”) para eventuais negociações futuras, sobretudo em um contexto de baixa previsibilidade quanto às próximas medidas da Casa Branca e à identificação dos países mais afetados pelas tarifas. Destaca-se, nesse contexto, a atenção voltada ainda à reunião entre autoridades econômicas dos Estados Unidos e da China, prevista para o próximo sábado (10), considerada um impasse mais complexo. Por ora, a concretização do acordo com o Reino Unido contribui para mitigar os temores de uma escalada generalizada nas tensões comerciais, o que tende a favorecer o desempenho de ativos de risco, como ações, commodities e moedas de economias emergentes, incluindo o real.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com ganhos expressivos. Os investidores repercutem a decisão de política monetária divulgada na véspera pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que, após o encerramento dos mercados, optou por elevar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, de 14,25% para 14,75% ao ano. Como o ajuste já era amplamente precificado pelo mercado, o foco recaiu sobre o comunicado que acompanhou a decisão. Embora o comitê não tenha adotado uma orientação futura explícita (forward guidance), o texto destacou a necessidade de “cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica da inflação”. Além disso, o Copom sinalizou que “a calibragem do aperto monetário apropriado seguirá guiada pelo objetivo de trazer a inflação à meta no horizonte relevante”. Esses trechos foram interpretados pelos agentes econômicos como uma indicação de postura mais cautelosa por parte do comitê, o que reduz as expectativas de flexibilização monetária no curto prazo. Essa percepção, por sua vez, melhora a atratividade dos ativos denominados em reais, sobretudo os títulos públicos, favorecendo a valorização da moeda brasileira frente ao dólar. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundiais no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja demonstram alguma recuperação na manhã desta quinta-feira, à medida que aumentam as expectativas para que as autoridades alcancem uma resolução para os impasses comerciais entre Estados Unidos e China.
Além disso, investidores esperam um anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de um acordo comercial com o Reino Unido, outro fator que pode contribuir para minimizar as tensões a partir da guerra comercial instaurada pelo país norte-americano, e que tem impactado diretamente a dinâmica do comércio internacional de soja.
O milho, de forma semelhante à soja, sente os impactos das expectativas positivas em torno do avanço das negociações para a solução dos transtornos relacionados à guerra comercial.
O acordo entre Estados Unidos e Reino Unido para reduzir tarifas de importação, previsto para ser divulgado nesta quinta-feira (08), deve ser o primeiro deste tipo desde que Donald Trump anunciou o seu “tarifaço”, no que ele chamou de “Liberation Day”.
No mercado do trigo, os futuros também operam com ganhos. Os investidores esperam que os resultados das primeiras negociações entre EUA e China para a solução dos impasses comerciais entre ambos os países, que deve ocorrer na Suíça no próximo final de semana, possa abrir espaço para o envio de alguma quantidade de trigo estadunidense ao país asiático.







