No exterior, os mercados operam, em sua maioria, com ganhos. O pregão começou estendendo o otimismo das negociações de ontem após os Estados Unidos e o Reino Unido divulgarem “termos gerais” para um acordo comercial restrito entre os países, diminuindo os impostos de importação sobre automóveis e aços britânicos em troca de maior acesso dos produtos agropecuários americanos. Contudo, a tarifa americana sobre os demais produtos do país permanecerá em 10%. O primeiro acordo da Casa Branca após o choque tarifário de abril elevou as esperanças entre investidores de que a primeira conversa entre autoridades dos EUA e China, amanhã, na Suíça, possa contribuir no alívio das tensões comerciais entre ambos.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com tendência altista, reflexo do desaceleramento do ritmo de alta do IPCA, passando de 0,61% em março para 0,43% em abril, impulsionada pela alta de preços de alimentos (0,82%) e de medicamentos (2,32%) e acumulando aumento anual de 5,53%. O núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, manteve-se praticamente estável no intervalo, passando de 0,44% para 0,45%, enquanto os preços de serviços desaceleraram significativamente entre os meses, caindo de 0,62% para 0,23%. Embora esta leitura seja moderadamente alta, a inflação do Brasil parece dar sinais de estabilização frente à dinâmica dos meses passados e deve reforçar a percepção de que os preços no Brasil irão gradativamente retornar para dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central, entre 1,5% e 4,5% em 12 meses, em função da política monetária mais restritiva pela autarquia. Para acompanhar com mais detalhes os assuntos que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja acumulam ganhos por mais uma sessão, com as expectativas de grande parte do setor alinhando-se para a resolução do impasse comercial entre Estados Unidos e China, o que deve viabilizar uma retomada do comércio de soja entre ambos os países.
A desvalorização do dólar no cenário internacional também contribuiu para um aumento da competitividade da soja estadunidense, na disputa por uma parcela de outros mercados.
No mercado do milho, a desvalorização do dólar também surtiu efeitos sobre os preços em Chicago. Mas foram principalmente os dados reportados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as exportações dos Estados Unidos que impulsionaram as cotações do cereal na manhã desta sexta-feira (09). Os dados indicaram vendas semanais mais robustas para o milho.
Na Bolsa de mercadorias de São Paulo (B3), o milho registrou nova baixa nos preços na última quinta-feira (08), seguindo o mesmo movimento que vinha sendo observado em Chicago.
No mercado do trigo, as preocupações relacionadas ao clima em algumas regiões produtoras da China são o principal fator de sustentação dos preços futuros do cereal em Chicago nesta manhã.
Os ganhos do trigo são limitados pelas condições favoráveis da safra que se desenvolve nos Estados Unidos, mas a esperança de um aumento na demanda chinesa é vista com bons olhos por grandes comercializadores.







