Ao longo da sessão, investidores acompanharão falas de uma série de autoridades do banco central americano, que devem ser perguntados sobre como avaliam o ambiente de incertezas econômicas atuais para o país e quais devem ser os próximos passos da política monetária do órgão. Ontem, alguns dirigentes do Federal Reserve reforçaram a estratégia de “esperar para ver” a evolução das políticas econômicas americanas antes de considerar possíveis mudanças na condução e sinalização para os juros no país. Por ora, os principais dados de mercado de trabalho e atividade econômica no país seguem mostrando sinais ambíguos, o que sugere que a economia americana ainda não sentiu o impacto mais amplo das políticas comerciais restritivas do governo Trump. Contudo, investidores temem que a economia americana possa desacelerar mais rapidamente enquanto o Fed opta por manter os juros mais elevados. Nesse sentido, caso as falas das autoridades reforçarem a percepção de que a economia americana permanece resiliente e que os riscos não exigem ações imediatas, é possível que investidores se mostrem mais otimistas quanto ao panorama do país, o que tende a fortalecer o dólar globalmente e, por contraste, prejudicar o desempenho do real.
Investidores acompanham, adicionalmente, a decisão de política monetária na China, que reduziu sua taxa básica de juros pela primeira vez desde outubro de 2024. Segundo analistas, a magnitude da redução foi modesta, refletindo o caráter gradativo do afrouxamento monetário adotado nos últimos anos e revelando certa cautela por parte das autoridades chinesas em detrimento de medidas potencialmente mais agressivas. O corte faz parte de um pacote de medidas anunciado antes da redução das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, no início deste mês, e visam estimular a atividade econômica doméstica do país. Isto, por sua vez, tende também a melhorar as expectativas para o crescimento chinês e beneficiar moedas de países exportadores de produtos primários, como o real brasileiro. Para acompanhar com mais detalhes os movimentos nas bolsas internacionais, acesse a Abertura de Câmbio.
O mercado da soja se manteve praticamente estável no pregão noturno desta terça-feira (20), com os agentes avaliando as perspectivas para a safra e os impactos das tarifas estadunidenses sobre a demanda chinesa pelos produtos americanos, com destaque para a soja.
Os preços futuros do milho acompanharam o movimento altista do mercado do trigo, na manhã desta terça-feira (20).
Na B3, o milho encerrou a segunda-feira (19) em baixa, devido à pressão causada pela gripe aviária no mercado do cereal. Os impactos da doença sobre a produção de frango podem reduzir a demanda do grão para a produção de ração, caso a situação se agrave.
O mercado do trigo amplia os ganhos para seus contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), alcançando os preços máximos de quase duas semanas. A alta é impulsionada pela queda inesperada na classificação da safra de inverno dos Estados Unidos, incentivando novas vendas a descoberto, após as cotações terem atingido suas mínimas de cinco anos na semana anterior.
Em seu relatório semanal, o USDA classificou 52% da safra de trigo de inverno como boa ou excelente, 2 p.p. abaixo do que havia sido reportado na semana anterior, e abaixo também das expectativas dos analistas, que era de manter os preços inalterados.







