No mercado interno, IPCA-15 avança menos do que o esperado em maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) apresentou uma elevação de 0,36% em maio, abaixo da alta de 0,43% em abril e da estimativa mediana de 0,45%. O principal impacto positivo sobre o índice decorreu do aumento de 1,68% na energia elétrica residencial, influenciado pela alteração na bandeira tarifária. Em contrapartida, as passagens aéreas exerceram a maior contribuição negativa, com recuo de 11,18% no período. A moderação do IPCA-15 tende a aliviar os temores inflacionários no país, reduzindo as expectativas de manutenção da Selic em níveis elevados por mais tempo. Tal movimento pode, por sua vez, impactar negativamente o rendimento dos títulos domésticos e desvalorizar o real.
No Japão, juros de longo prazo caem com sinalização do governo. De acordo com a agência de notícias Reuters, o governo japonês considera reduzir a emissão de títulos de prazos mais longos, como 30 e 40 anos, devido ao aumento expressivo nos juros desses papéis provocado pela queda da demanda entre investidores. Na semana passada, a preocupação de investidores com a tendência de aceleração do endividamento público globalmente, resultou em uma alta nos juros desses títulos, especialmente nos EUA.
No exterior, investidores ainda devem repercutir recuo nas tarifas de Trump à União Europeia e o índice de confiança do consumidor nos EUA. A inconsistência, a imprevisibilidade e a incerteza na condução das políticas econômicas dos Estados Unidos intensificam os temores de desaceleração da maior economia do mundo. Esse cenário, por sua vez, tem gerado expressiva volatilidade nos mercados financeiros globais, afetando diretamente a taxa de câmbio do real. O mais novo recuo da Casa Branca em relação às tarifas de importação e a expectativa de leve melhora no índice de confiança do consumidor americano podem estimular o apetite global por riscos, favorecendo o desempenho de ativos como ações, commodities e moedas de países emergentes como o real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundo afora, acesse a Abertura de Câmbio.
O mercado da soja inicia a terça-feira (27) em alta, com o apoio do momento positivo entre os óleos vegetais relacionados. Alguns serviços de consultoria locais elevaram as estimativas para a produção de soja no Brasil, referentes à safra 2024/25.
A conjuntura macroeconômica parece tranquila após o feriado, com maior estabilidade dos mercados financeiros em geral. Os investidores assimilam positivamente o adiamento, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, das tarifas contra a União Europeia, conforme ameaças prévias.
No mercado do milho, por sua vez, os preços futuros cotados na bolsa de Chicago acumulam algumas perdas. A recuperação do dólar no cenário cambial internacional e as perspectivas positivas para as safras nos Estados Unidos e Brasil contribuíram para limitar os ganhos no mercado na abertura deste dia.
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), as cotações do milho futuro parecem ter reagido, encerrando a segunda-feira (26) com ganhos. No cenário nacional, a valorização do dólar contribuiu para o aumento nos preços. No entanto, a ampliação da oferta no spot não deixa de exercer pressão sobre as cotações.
Os preços futuros do trigo retornam do feriado com algumas perdas na manhã desta terça-feira (27). Os recuos nas cotações do cereal em Chicago se estendem pela terceira sessão consecutiva. Os dados reportados no relatório semanal de condições de safra do USDA indicaram uma redução do risco de condições climáticas adversas às safras de inverno, conforme se aproximam da colheita no hemisfério norte. Diante desse cenário, aumentam as perspectivas de que o mercado esteja bem abastecido ao longo deste ciclo produtivo, em condições melhores que as do ciclo anterior.







