No cenário internacional, ata da última decisão do Fed pode oferecer pistas sobre futuro da política monetária nos EUA. A ata da decisão ajuda os investidores a calibrarem suas expectativas para a trajetória dos juros básicos americanos, variável muito importante para decisões de investimento e, dessa forma, fluxos de capitais. Na sua mais recente decisão de política monetária, realizada em 7 de maio, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve manteve sua taxa de juros estável no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A provável postura conservadora do FOMC na reunião deve reforçar a percepção de que os juros americanos se manterão estáveis por mais tempo e que o Fed será cauteloso antes de adotar um novo ciclo de cortes de juros, o que favorece o rendimento de títulos denominados em dólar e fortalece a moeda americana.
No Brasil, discussões sobre o IOF no Congresso podem seguir impactando a percepção de riscos fiscais no Brasil. Uma eventual anulação do aumento inesperado do Imposto sobre Operação Financeiras (IOF) pode afetar a percepção de riscos fiscais para ativos brasileiros e exigir adaptações no Orçamento pelo governo. Na semana passada, a implantação de mudanças no regime do IOF surpreendeu os operadores do mercado financeiro, especialmente diante da comunicação pouco clara por parte do Ministério da Fazenda. O anúncio intensificou a desconfiança na condução da política fiscal brasileira e o descontentamento de parte dos agentes econômicos, gerando forte estresse sobre ativos domésticos. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados financeiros mundo afora, acesse a Abertura de Câmbio.
O mercado da soja iniciou a quarta-feira (28) com suas operações no campo negativo, ao contrário do movimento que se observa para os outros grãos.
Os futuros da oleaginosa seguem pressionados devido à perspectiva de uma safra recorde no Brasil, o que tem sido reafirmado por estimativas de safra divulgadas recentemente.
Os preços do milho iniciaram a quarta-feira (28) com ganhos, após o relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar condições abaixo do esperado para a safra do cereal no país.
No Brasil, o milho encerrou a sessão com alta na B3, impulsionado pelo controle do foco de gripe aviária no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, conforme informado pelo ministro da agricultura, Carlos Fávaro. O sucesso das medidas de controle da doença deve surtir efeitos positivos sobre as exportações do país, aliviando os riscos sobre a demanda de milho para ração.
O mercado do trigo demonstra sinais de recuperação no pregão noturno desta quarta-feira (28), após o relatório semanal de condições e progresso de safra dos EUA, divulgado pelo USDA, apontar avaliações abaixo das expectativas do mercado para a safra de inverno, que se encaminha para a reta final nos Estados Unidos.
Ainda assim, os preços continuaram a operar próximos das mínimas de cinco anos, devido às expectativas de ampla oferta, quando se iniciar a colheita da grande safra de trigo, e a demanda ainda restrita internacionalmente.





